{"id":1146,"date":"2020-05-02T12:04:45","date_gmt":"2020-05-02T15:04:45","guid":{"rendered":"http:\/\/joilmamendoncacriminal.web7065.uni5.net\/novosite\/?p=1146"},"modified":"2020-05-02T12:04:48","modified_gmt":"2020-05-02T15:04:48","slug":"lei-no-7-210-de-11-de-julho-de-1984-lei-de-execucao-penal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/lei-no-7-210-de-11-de-julho-de-1984-lei-de-execucao-penal\/","title":{"rendered":"LEI N\u00ba 7.210, DE 11 DE JULHO DE 1984 &#8211; Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal"},"content":{"rendered":"\n<table width=\"76%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"14%\">\u00a0<\/td>\n<td width=\"86%\">\n<p><strong>Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<br \/>Casa Civil<br \/>Subchefia para Assuntos Jur\u00eddicos<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/legislacao.planalto.gov.br\/legisla\/legislacao.nsf\/Viw_Identificacao\/lei%207.210-1984?OpenDocument\"><strong>LEI N\u00ba 7.210, DE 11 DE JULHO DE 1984.<\/strong><\/a><\/p>\n<table width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"51%\"><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L7210compilado.htm\">Texto compilado<\/a>\n<p><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Decreto\/D6049.htm\">(Vide Decreto n\u00ba 6.049, de 2007)<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2011\/Decreto\/D7627.htm\">(Vide Decreto n\u00ba 7.627, de 2011)<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Vide Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art20\">(Vig\u00eancia)<\/a><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"49%\">Institui a Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>O PRESIDENTE DA REP\u00daBLICA,\u00a0<\/strong>fa\u00e7o saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:<\/p>\n<p>T\u00cdTULO I<\/p>\n<p>Do Objeto e da Aplica\u00e7\u00e3o da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/p>\n<p>Art. 1\u00ba A execu\u00e7\u00e3o penal tem por objetivo efetivar as disposi\u00e7\u00f5es de senten\u00e7a ou decis\u00e3o criminal e proporcionar condi\u00e7\u00f5es para a harm\u00f4nica integra\u00e7\u00e3o social do condenado e do internado.<\/p>\n<p>Art. 2\u00ba A jurisdi\u00e7\u00e3o penal dos Ju\u00edzes ou Tribunais da Justi\u00e7a ordin\u00e1ria, em todo o Territ\u00f3rio Nacional, ser\u00e1 exercida, no processo de execu\u00e7\u00e3o, na conformidade desta Lei e do C\u00f3digo de Processo Penal.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Esta Lei aplicar-se-\u00e1 igualmente ao preso provis\u00f3rio e ao condenado pela Justi\u00e7a Eleitoral ou Militar, quando recolhido a estabelecimento sujeito \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Art. 3\u00ba Ao condenado e ao internado ser\u00e3o assegurados todos os direitos n\u00e3o atingidos pela senten\u00e7a ou pela lei.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. N\u00e3o haver\u00e1 qualquer distin\u00e7\u00e3o de natureza racial, social, religiosa ou pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Art. 4\u00ba O Estado dever\u00e1 recorrer \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o da comunidade nas atividades de execu\u00e7\u00e3o da pena e da medida de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>T\u00cdTULO II<\/p>\n<p>Do Condenado e do Internado<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO I<\/p>\n<p>Da Classifica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Art. 5\u00ba Os condenados ser\u00e3o classificados, segundo os seus antecedentes e personalidade, para orientar a individualiza\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 6\u00ba A classifica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita por Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Classifica\u00e7\u00e3o que elaborar\u00e1 o programa individualizador e acompanhar\u00e1 a execu\u00e7\u00e3o das penas privativas de liberdade e restritivas de direitos, devendo propor, \u00e0 autoridade competente, as progress\u00f5es e regress\u00f5es dos regimes, bem como as convers\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Art. 6<sup><u>o<\/u><\/sup>\u00a0A classifica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita por Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Classifica\u00e7\u00e3o que elaborar\u00e1 o programa individualizador da pena privativa de liberdade adequada ao condenado ou preso provis\u00f3rio.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art6\">\u00a0(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/p>\n<p>Art. 7\u00ba A Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Classifica\u00e7\u00e3o, existente em cada estabelecimento, ser\u00e1 presidida pelo diretor e composta, no m\u00ednimo, por 2 (dois) chefes de servi\u00e7o, 1 (um) psiquiatra, 1 (um) psic\u00f3logo e 1 (um) assistente social, quando se tratar de condenado \u00e0 pena privativa de liberdade.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Nos demais casos a Comiss\u00e3o atuar\u00e1 junto ao Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o e ser\u00e1 integrada por fiscais do servi\u00e7o social.<\/p>\n<p>Art. 8\u00ba O condenado ao cumprimento de pena privativa de liberdade, em regime fechado, ser\u00e1 submetido a exame criminol\u00f3gico para a obten\u00e7\u00e3o dos elementos necess\u00e1rios a uma adequada classifica\u00e7\u00e3o e com vistas \u00e0 individualiza\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Ao exame de que trata este artigo poder\u00e1 ser submetido o condenado ao cumprimento da pena privativa de liberdade em regime semi-aberto.<\/p>\n<p>Art. 9\u00ba A Comiss\u00e3o, no exame para a obten\u00e7\u00e3o de dados reveladores da personalidade, observando a \u00e9tica profissional e tendo sempre presentes pe\u00e7as ou informa\u00e7\u00f5es do processo, poder\u00e1:<\/p>\n<p>I &#8211; entrevistar pessoas;<\/p>\n<p>II &#8211; requisitar, de reparti\u00e7\u00f5es ou estabelecimentos privados, dados e informa\u00e7\u00f5es a respeito do condenado;<\/p>\n<p>III &#8211; realizar outras dilig\u00eancias e exames necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Art. 9<u><sup>o<\/sup><\/u>-A.\u00a0\u00a0Os condenados por crime praticado, dolosamente, com viol\u00eancia de natureza grave contra pessoa, ou por qualquer dos crimes previstos no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8072.htm#art1\">art. 1<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0da Lei n<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a08.072, de 25 de julho de 1990<\/a>, ser\u00e3o submetidos, obrigatoriamente, \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o do perfil gen\u00e9tico, mediante extra\u00e7\u00e3o de DNA &#8211; \u00e1cido desoxirribonucleico, por t\u00e9cnica adequada e indolor.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2012\/Lei\/L12654.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.654, de 2012)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u> A identifica\u00e7\u00e3o do perfil gen\u00e9tico ser\u00e1 armazenada em banco de dados sigiloso, conforme regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2012\/Lei\/L12654.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.654, de 2012)<\/a><\/li>\n<li>1\u00ba-A. A regulamenta\u00e7\u00e3o dever\u00e1 fazer constar garantias m\u00ednimas de prote\u00e7\u00e3o de dados gen\u00e9ticos, observando as melhores pr\u00e1ticas da gen\u00e9tica forense.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li>2<u><sup>o<\/sup><\/u> A autoridade policial, federal ou estadual, poder\u00e1 requerer ao juiz competente, no caso de inqu\u00e9rito instaurado, o acesso ao banco de dados de identifica\u00e7\u00e3o de perfil gen\u00e9tico.\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2012\/Lei\/L12654.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.654, de 2012)<\/a><\/li>\n<li>3\u00ba Deve ser viabilizado ao titular de dados gen\u00e9ticos o acesso aos seus dados constantes nos bancos de perfis gen\u00e9ticos, bem como a todos os documentos da cadeia de cust\u00f3dia que gerou esse dado, de maneira que possa ser contraditado pela defesa.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li>4\u00ba O condenado pelos crimes previstos no<strong>caput<\/strong>deste artigo que n\u00e3o tiver sido submetido \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o do perfil gen\u00e9tico por ocasi\u00e3o do ingresso no estabelecimento prisional dever\u00e1 ser submetido ao procedimento durante o cumprimento da pena.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li>5\u00ba (VETADO).\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li>6\u00ba (VETADO).\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li>7\u00ba (VETADO).\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li>8\u00ba Constitui falta grave a recusa do condenado em submeter-se ao procedimento de identifica\u00e7\u00e3o do perfil gen\u00e9tico.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>CAP\u00cdTULO II<\/p>\n<p>Da Assist\u00eancia<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O I<\/strong><\/p>\n<p><strong>Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/strong><\/p>\n<p>Art. 10. A assist\u00eancia ao preso e ao internado \u00e9 dever do Estado, objetivando prevenir o crime e orientar o retorno \u00e0 conviv\u00eancia em sociedade.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A assist\u00eancia estende-se ao egresso.<\/p>\n<p>Art. 11. A assist\u00eancia ser\u00e1:<\/p>\n<p>I &#8211; material;<\/p>\n<p>II &#8211; \u00e0 sa\u00fade;<\/p>\n<p>III -jur\u00eddica;<\/p>\n<p>IV &#8211; educacional;<\/p>\n<p>V &#8211; social;<\/p>\n<p>VI &#8211; religiosa.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O II<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Assist\u00eancia Material<\/strong><\/p>\n<p>Art. 12. A assist\u00eancia material ao preso e ao internado consistir\u00e1 no fornecimento de alimenta\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio e instala\u00e7\u00f5es higi\u00eanicas.<\/p>\n<p>Art. 13. O estabelecimento dispor\u00e1 de instala\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os que atendam aos presos nas suas necessidades pessoais, al\u00e9m de locais destinados \u00e0 venda de produtos e objetos permitidos e n\u00e3o fornecidos pela Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O III<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Assist\u00eancia \u00e0 Sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>Art. 14. A assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade do preso e do internado de car\u00e1ter preventivo e curativo, compreender\u00e1 atendimento m\u00e9dico, farmac\u00eautico e odontol\u00f3gico.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba (Vetado).<\/li>\n<li>2\u00ba Quando o estabelecimento penal n\u00e3o estiver aparelhado para prover a assist\u00eancia m\u00e9dica necess\u00e1ria, esta ser\u00e1 prestada em outro local, mediante autoriza\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o do estabelecimento.<\/li>\n<li>3<u><sup>o<\/sup><\/u> Ser\u00e1 assegurado acompanhamento m\u00e9dico \u00e0 mulher, principalmente no pr\u00e9-natal e no p\u00f3s-parto, extensivo ao rec\u00e9m-nascido.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2009\/Lei\/L11942.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.942, de 2009)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O IV<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Assist\u00eancia Jur\u00eddica<\/strong><\/p>\n<p>Art. 15. A assist\u00eancia jur\u00eddica \u00e9 destinada aos presos e aos internados sem recursos financeiros para constituir advogado.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 16. As Unidades da Federa\u00e7\u00e3o dever\u00e3o ter servi\u00e7os de assist\u00eancia jur\u00eddica nos estabelecimentos penais.<\/span><\/p>\n<p>Art. 16.\u00a0 As Unidades da Federa\u00e7\u00e3o dever\u00e3o ter servi\u00e7os de assist\u00eancia jur\u00eddica, integral e gratuita, pela Defensoria P\u00fablica, dentro e fora dos estabelecimentos penais.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u> As Unidades da Federa\u00e7\u00e3o dever\u00e3o prestar aux\u00edlio estrutural, pessoal e material \u00e0 Defensoria P\u00fablica, no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es, dentro e fora dos estabelecimentos penais.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>2<u><sup>o<\/sup><\/u> Em todos os estabelecimentos penais, haver\u00e1 local apropriado destinado ao atendimento pelo Defensor P\u00fablico.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>3<u><sup>o<\/sup><\/u> Fora dos estabelecimentos penais, ser\u00e3o implementados N\u00facleos Especializados da Defensoria P\u00fablica para a presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia jur\u00eddica integral e gratuita aos r\u00e9us, sentenciados em liberdade, egressos e seus familiares, sem recursos financeiros para constituir advogado.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O V<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Assist\u00eancia Educacional<\/strong><\/p>\n<p>Art. 17. A assist\u00eancia educacional compreender\u00e1 a instru\u00e7\u00e3o escolar e a forma\u00e7\u00e3o profissional do preso e do internado.<\/p>\n<p>Art. 18. O ensino de 1\u00ba grau ser\u00e1 obrigat\u00f3rio, integrando-se no sistema escolar da Unidade Federativa.<\/p>\n<p>Art. 18-A.\u00a0 O ensino m\u00e9dio, regular ou supletivo, com forma\u00e7\u00e3o geral ou educa\u00e7\u00e3o profissional de n\u00edvel m\u00e9dio, ser\u00e1 implantado nos pres\u00eddios, em obedi\u00eancia ao preceito constitucional de sua universaliza\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13163.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.163, de 2015)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u> O ensino ministrado aos presos e presas integrar-se-\u00e1 ao sistema estadual e municipal de ensino e ser\u00e1 mantido, administrativa e financeiramente, com o apoio da Uni\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 com os recursos destinados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, mas pelo sistema estadual de justi\u00e7a ou administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13163.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.163, de 2015)<\/a><\/li>\n<li>2<u><sup>o<\/sup><\/u> Os sistemas de ensino oferecer\u00e3o aos presos e \u00e0s presas cursos supletivos de educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13163.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.163, de 2015)<\/a><\/li>\n<li>3<u><sup>o<\/sup><\/u> A Uni\u00e3o, os Estados, os Munic\u00edpios e o Distrito Federal incluir\u00e3o em seus programas de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia e de utiliza\u00e7\u00e3o de novas tecnologias de ensino, o atendimento aos presos e \u00e0s presas.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2011\/Decreto\/D7627.htm\">7.627<\/a><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13163.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.163, de 2015)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 19. O ensino profissional ser\u00e1 ministrado em n\u00edvel de inicia\u00e7\u00e3o ou de aperfei\u00e7oamento t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A mulher condenada ter\u00e1 ensino profissional adequado \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 20. As atividades educacionais podem ser objeto de conv\u00eanio com entidades p\u00fablicas ou particulares, que instalem escolas ou ofere\u00e7am cursos especializados.<\/p>\n<p>Art. 21. Em atendimento \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais, dotar-se-\u00e1 cada estabelecimento de uma biblioteca, para uso de todas as categorias de reclusos, provida de livros instrutivos, recreativos e did\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Art.\u00a0 21-A. O censo penitenci\u00e1rio dever\u00e1 apurar:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13163.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.163, de 2015)<\/a><\/p>\n<p>I &#8211; o n\u00edvel de escolaridade dos presos e das presas;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13163.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.163, de 2015)<\/a><\/p>\n<p>II &#8211; a exist\u00eancia de cursos nos n\u00edveis fundamental e m\u00e9dio e o n\u00famero de presos e presas atendidos;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13163.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.163, de 2015)<\/a><\/p>\n<p>III &#8211; a implementa\u00e7\u00e3o de cursos profissionais em n\u00edvel de inicia\u00e7\u00e3o ou aperfei\u00e7oamento t\u00e9cnico e o n\u00famero de presos e presas atendidos;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13163.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.163, de 2015)<\/a><\/p>\n<p>IV &#8211; a exist\u00eancia de bibliotecas e as condi\u00e7\u00f5es de seu acervo;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13163.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.163, de 2015)<\/a><\/p>\n<p>V &#8211; outros dados relevantes para o aprimoramento educacional de presos e presas.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13163.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.163, de 2015)<\/a><\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O VI<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Assist\u00eancia Social<\/strong><\/p>\n<p>Art. 22. A assist\u00eancia social tem por finalidade amparar o preso e o internado e prepar\u00e1-los para o retorno \u00e0 liberdade.<\/p>\n<p>Art. 23. Incumbe ao servi\u00e7o de assist\u00eancia social:<\/p>\n<p>I &#8211; conhecer os resultados dos diagn\u00f3sticos ou exames;<\/p>\n<p>II &#8211; relatar, por escrito, ao Diretor do estabelecimento, os problemas e as dificuldades enfrentadas pelo assistido;<\/p>\n<p>III &#8211; acompanhar o resultado das permiss\u00f5es de sa\u00eddas e das sa\u00eddas tempor\u00e1rias;<\/p>\n<p>IV &#8211; promover, no estabelecimento, pelos meios dispon\u00edveis, a recrea\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>V &#8211; promover a orienta\u00e7\u00e3o do assistido, na fase final do cumprimento da pena, e do liberando, de modo a facilitar o seu retorno \u00e0 liberdade;<\/p>\n<p>VI &#8211; providenciar a obten\u00e7\u00e3o de documentos, dos benef\u00edcios da Previd\u00eancia Social e do seguro por acidente no trabalho;<\/p>\n<p>VII &#8211; orientar e amparar, quando necess\u00e1rio, a fam\u00edlia do preso, do internado e da v\u00edtima.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O VII<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Assist\u00eancia Religiosa<\/strong><\/p>\n<p>Art. 24. A assist\u00eancia religiosa, com liberdade de culto, ser\u00e1 prestada aos presos e aos internados, permitindo-se-lhes a participa\u00e7\u00e3o nos servi\u00e7os organizados no estabelecimento penal, bem como a posse de livros de instru\u00e7\u00e3o religiosa.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba No estabelecimento haver\u00e1 local apropriado para os cultos religiosos.<\/li>\n<li>2\u00ba Nenhum preso ou internado poder\u00e1 ser obrigado a participar de atividade religiosa.<\/li>\n<\/ul>\n<p>S<strong>E\u00c7\u00c3O VIII<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Assist\u00eancia ao Egresso<\/strong><\/p>\n<p>Art. 25. A assist\u00eancia ao egresso consiste:<\/p>\n<p>I &#8211; na orienta\u00e7\u00e3o e apoio para reintegr\u00e1-lo \u00e0 vida em liberdade;<\/p>\n<p>II &#8211; na concess\u00e3o, se necess\u00e1rio, de alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o, em estabelecimento adequado, pelo prazo de 2 (dois) meses.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O prazo estabelecido no inciso II poder\u00e1 ser prorrogado uma \u00fanica vez, comprovado, por declara\u00e7\u00e3o do assistente social, o empenho na obten\u00e7\u00e3o de emprego.<\/p>\n<p>Art. 26. Considera-se egresso para os efeitos desta Lei:<\/p>\n<p>I &#8211; o liberado definitivo, pelo prazo de 1 (um) ano a contar da sa\u00edda do estabelecimento;<\/p>\n<p>II &#8211; o liberado condicional, durante o per\u00edodo de prova.<\/p>\n<p>Art. 27.O servi\u00e7o de assist\u00eancia social colaborar\u00e1 com o egresso para a obten\u00e7\u00e3o de trabalho.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO III<\/p>\n<p>Do Trabalho<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O I<\/strong><\/p>\n<p><strong>Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/strong><\/p>\n<p>Art. 28. O trabalho do condenado, como dever social e condi\u00e7\u00e3o de dignidade humana, ter\u00e1 finalidade educativa e produtiva.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba Aplicam-se \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o e aos m\u00e9todos de trabalho as precau\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 higiene.<\/li>\n<li>2\u00ba O trabalho do preso n\u00e3o est\u00e1 sujeito ao regime da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 29. O trabalho do preso ser\u00e1 remunerado, mediante pr\u00e9via tabela, n\u00e3o podendo ser inferior a 3\/4 (tr\u00eas quartos) do sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00b0 O produto da remunera\u00e7\u00e3o pelo trabalho dever\u00e1 atender:<\/li>\n<\/ul>\n<ol>\n<li>a) \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o dos danos causados pelo crime, desde que determinados judicialmente e n\u00e3o reparados por outros meios;<\/li>\n<li>b) \u00e0 assist\u00eancia \u00e0 fam\u00edlia;<\/li>\n<li>c) a pequenas despesas pessoais;<\/li>\n<li>d) ao ressarcimento ao Estado das despesas realizadas com a manuten\u00e7\u00e3o do condenado, em propor\u00e7\u00e3o a ser fixada e sem preju\u00edzo da destina\u00e7\u00e3o prevista nas letras anteriores.<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>2\u00ba Ressalvadas outras aplica\u00e7\u00f5es legais, ser\u00e1 depositada a parte restante para constitui\u00e7\u00e3o do pec\u00falio, em Caderneta de Poupan\u00e7a, que ser\u00e1 entregue ao condenado quando posto em liberdade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 30. As tarefas executadas como presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o \u00e0 comunidade n\u00e3o ser\u00e3o remuneradas.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O II<\/strong><\/p>\n<p><strong>Do Trabalho Interno<\/strong><\/p>\n<p>Art. 31. O condenado \u00e0 pena privativa de liberdade est\u00e1 obrigado ao trabalho na medida de suas aptid\u00f5es e capacidade.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Para o preso provis\u00f3rio, o trabalho n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio e s\u00f3 poder\u00e1 ser executado no interior do estabelecimento.<\/p>\n<p>Art. 32. Na atribui\u00e7\u00e3o do trabalho dever\u00e3o ser levadas em conta a habilita\u00e7\u00e3o, a condi\u00e7\u00e3o pessoal e as necessidades futuras do preso, bem como as oportunidades oferecidas pelo mercado.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba Dever\u00e1 ser limitado, tanto quanto poss\u00edvel, o artesanato sem express\u00e3o econ\u00f4mica, salvo nas regi\u00f5es de turismo.<\/li>\n<li>2\u00ba Os maiores de 60 (sessenta) anos poder\u00e3o solicitar ocupa\u00e7\u00e3o adequada \u00e0 sua idade.<\/li>\n<li>3\u00ba Os doentes ou deficientes f\u00edsicos somente exercer\u00e3o atividades apropriadas ao seu estado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 33. A jornada normal de trabalho n\u00e3o ser\u00e1 inferior a 6 (seis) nem superior a 8 (oito) horas, com descanso nos domingos e feriados.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Poder\u00e1 ser atribu\u00eddo hor\u00e1rio especial de trabalho aos presos designados para os servi\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do estabelecimento penal.<\/p>\n<p>Art. 34. O trabalho poder\u00e1 ser gerenciado por funda\u00e7\u00e3o, ou empresa p\u00fablica, com autonomia administrativa, e ter\u00e1 por objetivo a forma\u00e7\u00e3o profissional do condenado.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\">1<sup><u>o<\/u><\/sup>. Nessa hip\u00f3tese, incumbir\u00e1 \u00e0 entidade gerenciadora promover e supervisionar a produ\u00e7\u00e3o, com crit\u00e9rios e m\u00e9todos empresariais, encarregar-se de sua comercializa\u00e7\u00e3o, bem como suportar despesas, inclusive pagamento de remunera\u00e7\u00e3o adequada.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art34%C2%A71\">(Renumerado pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">2<sup><u>o<\/u><\/sup>Os governos federal, estadual e municipal poder\u00e3o celebrar conv\u00eanio com a iniciativa privada, para implanta\u00e7\u00e3o de oficinas de trabalho referentes a setores de apoio dos pres\u00eddios.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art34%C2%A71\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 35. Os \u00f3rg\u00e3os da Administra\u00e7\u00e3o Direta ou Indireta da Uni\u00e3o, Estados, Territ\u00f3rios, Distrito Federal e dos Munic\u00edpios adquirir\u00e3o, com dispensa de concorr\u00eancia p\u00fablica, os bens ou produtos do trabalho prisional, sempre que n\u00e3o for poss\u00edvel ou recomend\u00e1vel realizar-se a venda a particulares.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Todas as import\u00e2ncias arrecadadas com as vendas reverter\u00e3o em favor da funda\u00e7\u00e3o ou empresa p\u00fablica a que alude o artigo anterior ou, na sua falta, do estabelecimento penal.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O III<\/strong><\/p>\n<p><strong>Do Trabalho Externo<\/strong><\/p>\n<p>Art. 36. O trabalho externo ser\u00e1 admiss\u00edvel para os presos em regime fechado somente em servi\u00e7o ou obras p\u00fablicas realizadas por \u00f3rg\u00e3os da Administra\u00e7\u00e3o Direta ou Indireta, ou entidades privadas, desde que tomadas as cautelas contra a fuga e em favor da disciplina.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba O limite m\u00e1ximo do n\u00famero de presos ser\u00e1 de 10% (dez por cento) do total de empregados na obra.<\/li>\n<li>2\u00ba Caber\u00e1 ao \u00f3rg\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o, \u00e0 entidade ou \u00e0 empresa empreiteira a remunera\u00e7\u00e3o desse trabalho.<\/li>\n<li>3\u00ba A presta\u00e7\u00e3o de trabalho \u00e0 entidade privada depende do consentimento expresso do preso.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 37. A presta\u00e7\u00e3o de trabalho externo, a ser autorizada pela dire\u00e7\u00e3o do estabelecimento, depender\u00e1 de aptid\u00e3o, disciplina e responsabilidade, al\u00e9m do cumprimento m\u00ednimo de 1\/6 (um sexto) da pena.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Revogar-se-\u00e1 a autoriza\u00e7\u00e3o de trabalho externo ao preso que vier a praticar fato definido como crime, for punido por falta grave, ou tiver comportamento contr\u00e1rio aos requisitos estabelecidos neste artigo.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO IV<\/p>\n<p>Dos Deveres, dos Direitos e da Disciplina<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O I<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dos Deveres<\/strong><\/p>\n<p>Art. 38. Cumpre ao condenado, al\u00e9m das obriga\u00e7\u00f5es legais inerentes ao seu estado, submeter-se \u00e0s normas de execu\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n<p>Art. 39. Constituem deveres do condenado:<\/p>\n<p>I &#8211; comportamento disciplinado e cumprimento fiel da senten\u00e7a;<\/p>\n<p>II &#8211; obedi\u00eancia ao servidor e respeito a qualquer pessoa com quem deva relacionar-se;<\/p>\n<p>III &#8211; urbanidade e respeito no trato com os demais condenados;<\/p>\n<p>IV &#8211; conduta oposta aos movimentos individuais ou coletivos de fuga ou de subvers\u00e3o \u00e0 ordem ou \u00e0 disciplina;<\/p>\n<p>V &#8211; execu\u00e7\u00e3o do trabalho, das tarefas e das ordens recebidas;<\/p>\n<p>VI &#8211; submiss\u00e3o \u00e0 san\u00e7\u00e3o disciplinar imposta;<\/p>\n<p>VII &#8211; indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 vitima ou aos seus sucessores;<\/p>\n<p>VIII &#8211; indeniza\u00e7\u00e3o ao Estado, quando poss\u00edvel, das despesas realizadas com a sua manuten\u00e7\u00e3o, mediante desconto proporcional da remunera\u00e7\u00e3o do trabalho;<\/p>\n<p>IX &#8211; higiene pessoal e asseio da cela ou alojamento;<\/p>\n<p>X &#8211; conserva\u00e7\u00e3o dos objetos de uso pessoal.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Aplica-se ao preso provis\u00f3rio, no que couber, o disposto neste artigo.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O II<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dos Direitos<\/strong><\/p>\n<p>Art. 40 &#8211; Imp\u00f5e-se a todas as autoridades o respeito \u00e0 integridade f\u00edsica e moral dos condenados e dos presos provis\u00f3rios.<\/p>\n<p>Art. 41 &#8211; Constituem direitos do preso:<\/p>\n<p>I &#8211; alimenta\u00e7\u00e3o suficiente e vestu\u00e1rio;<\/p>\n<p>II &#8211; atribui\u00e7\u00e3o de trabalho e sua remunera\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>III &#8211; Previd\u00eancia Social;<\/p>\n<p>IV &#8211; constitui\u00e7\u00e3o de pec\u00falio;<\/p>\n<p>V &#8211; proporcionalidade na distribui\u00e7\u00e3o do tempo para o trabalho, o descanso e a recrea\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>VI &#8211; exerc\u00edcio das atividades profissionais, intelectuais, art\u00edsticas e desportivas anteriores, desde que compat\u00edveis com a execu\u00e7\u00e3o da pena;<\/p>\n<p>VII &#8211; assist\u00eancia material, \u00e0 sa\u00fade, jur\u00eddica, educacional, social e religiosa;<\/p>\n<p>VIII &#8211; prote\u00e7\u00e3o contra qualquer forma de sensacionalismo;<\/p>\n<p>IX &#8211; entrevista pessoal e reservada com o advogado;<\/p>\n<p>X &#8211; visita do c\u00f4njuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados;<\/p>\n<p>XI &#8211; chamamento nominal;<\/p>\n<p>XII &#8211; igualdade de tratamento salvo quanto \u00e0s exig\u00eancias da individualiza\u00e7\u00e3o da pena;<\/p>\n<p>XIII &#8211; audi\u00eancia especial com o diretor do estabelecimento;<\/p>\n<p>XIV &#8211; representa\u00e7\u00e3o e peti\u00e7\u00e3o a qualquer autoridade, em defesa de direito;<\/p>\n<p>XV &#8211; contato com o mundo exterior por meio de correspond\u00eancia escrita, da leitura e de outros meios de informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o comprometam a moral e os bons costumes.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">XVI \u2013 atestado de pena a cumprir, emitido anualmente, sob pena da responsabilidade da autoridade judici\u00e1ria competente.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.713.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.713, de 2003)<\/a><\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Os direitos previstos nos incisos V, X e XV poder\u00e3o ser suspensos ou restringidos mediante ato motivado do diretor do estabelecimento.<\/p>\n<p>Art. 42 &#8211; Aplica-se ao preso provis\u00f3rio e ao submetido \u00e0 medida de seguran\u00e7a, no que couber, o disposto nesta Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 43 &#8211; \u00c9 garantida a liberdade de contratar m\u00e9dico de confian\u00e7a pessoal do internado ou do submetido a tratamento ambulatorial, por seus familiares ou dependentes, a fim de orientar e acompanhar o tratamento.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. As diverg\u00eancias entre o m\u00e9dico oficial e o particular ser\u00e3o resolvidas pelo Juiz da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O III<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Disciplina<\/strong><\/p>\n<p><strong>SUBSE\u00c7\u00c3O I<\/strong><\/p>\n<p><strong>Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/strong><\/p>\n<p>Art. 44. A disciplina consiste na colabora\u00e7\u00e3o com a ordem, na obedi\u00eancia \u00e0s determina\u00e7\u00f5es das autoridades e seus agentes e no desempenho do trabalho.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Est\u00e3o sujeitos \u00e0 disciplina o condenado \u00e0 pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos e o preso provis\u00f3rio.<\/p>\n<p>Art. 45. N\u00e3o haver\u00e1 falta nem san\u00e7\u00e3o disciplinar sem expressa e anterior previs\u00e3o legal ou regulamentar.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba As san\u00e7\u00f5es n\u00e3o poder\u00e3o colocar em perigo a integridade f\u00edsica e moral do condenado.<\/li>\n<li>2\u00ba \u00c9 vedado o emprego de cela escura.<\/li>\n<li>3\u00ba S\u00e3o vedadas as san\u00e7\u00f5es coletivas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 46. O condenado ou denunciado, no in\u00edcio da execu\u00e7\u00e3o da pena ou da pris\u00e3o, ser\u00e1 cientificado das normas disciplinares.<\/p>\n<p>Art. 47. O poder disciplinar, na execu\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade, ser\u00e1 exercido pela autoridade administrativa conforme as disposi\u00e7\u00f5es regulamentares.<\/p>\n<p>Art. 48. Na execu\u00e7\u00e3o das penas restritivas de direitos, o poder disciplinar ser\u00e1 exercido pela autoridade administrativa a que estiver sujeito o condenado.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Nas faltas graves, a autoridade representar\u00e1 ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o para os fins dos artigos 118, inciso I, 125, 127, 181, \u00a7\u00a7 1\u00ba, letra d, e 2\u00ba desta Lei.<\/p>\n<p><strong>SUBSE\u00c7\u00c3O II<\/strong><\/p>\n<p><strong>Das Faltas Disciplinares<\/strong><\/p>\n<p>Art. 49. As faltas disciplinares classificam-se em leves, m\u00e9dias e graves. A legisla\u00e7\u00e3o local especificar\u00e1 as leves e m\u00e9dias, bem assim as respectivas san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Pune-se a tentativa com a san\u00e7\u00e3o correspondente \u00e0 falta consumada.<\/p>\n<p>Art. 50. Comete falta grave o condenado \u00e0 pena privativa de liberdade que:<\/p>\n<p>I &#8211; incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina;<\/p>\n<p>II &#8211; fugir;<\/p>\n<p>III &#8211; possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade f\u00edsica de outrem;<\/p>\n<p>IV &#8211; provocar acidente de trabalho;<\/p>\n<p>V &#8211; descumprir, no regime aberto, as condi\u00e7\u00f5es impostas;<\/p>\n<p>VI &#8211; inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo 39, desta Lei.<\/p>\n<p>VII \u2013 tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telef\u00f4nico, de r\u00e1dio ou similar, que permita a comunica\u00e7\u00e3o com outros presos ou com o ambiente externo.\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2007\/Lei\/L11466.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.466, de 2007)<\/a><\/p>\n<p>VIII &#8211; recusar submeter-se ao procedimento de identifica\u00e7\u00e3o do perfil gen\u00e9tico.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O disposto neste artigo aplica-se, no que couber, ao preso provis\u00f3rio.<\/p>\n<p>Art. 51. Comete falta grave o condenado \u00e0 pena restritiva de direitos que:<\/p>\n<p>I &#8211; descumprir, injustificadamente, a restri\u00e7\u00e3o imposta;<\/p>\n<p>II &#8211; retardar, injustificadamente, o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o imposta;<\/p>\n<p>III &#8211; inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo 39, desta Lei.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 52. A pr\u00e1tica de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e sujeita o preso, ou condenado, \u00e0 san\u00e7\u00e3o disciplinar, sem preju\u00edzo da san\u00e7\u00e3o penal.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 52. A pr\u00e1tica de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, quando ocasione subvers\u00e3o da ordem ou disciplina internas, sujeita o preso provis\u00f3rio, ou condenado, sem preju\u00edzo da san\u00e7\u00e3o penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as seguintes caracter\u00edsticas:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art52\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">I &#8211; dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de trezentos e sessenta dias, sem preju\u00edzo de repeti\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o por nova falta grave de mesma esp\u00e9cie, at\u00e9 o limite de um sexto da pena aplicada;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art52\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">II &#8211; recolhimento em cela individual;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art52\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">III &#8211; visitas semanais de duas pessoas, sem contar as crian\u00e7as, com dura\u00e7\u00e3o de duas horas;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art52\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">IV &#8211; o preso ter\u00e1 direito \u00e0 sa\u00edda da cela por 2 horas di\u00e1rias para banho de sol.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art52\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Art. 52. A pr\u00e1tica de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, quando ocasionar subvers\u00e3o da ordem ou disciplina internas, sujeitar\u00e1 o preso provis\u00f3rio, ou condenado, nacional ou estrangeiro, sem preju\u00edzo da san\u00e7\u00e3o penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as seguintes caracter\u00edsticas:\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">I &#8211; dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de at\u00e9 2 (dois) anos, sem preju\u00edzo de repeti\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o por nova falta grave de mesma esp\u00e9cie;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">II &#8211; recolhimento em cela individual;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">III &#8211; visitas quinzenais, de 2 (duas) pessoas por vez, a serem realizadas em instala\u00e7\u00f5es equipadas para impedir o contato f\u00edsico e a passagem de objetos, por pessoa da fam\u00edlia ou, no caso de terceiro, autorizado judicialmente, com dura\u00e7\u00e3o de 2 (duas) horas;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">IV &#8211; direito do preso \u00e0 sa\u00edda da cela por 2 (duas) horas di\u00e1rias para banho de sol, em grupos de at\u00e9 4 (quatro) presos, desde que n\u00e3o haja contato com presos do mesmo grupo criminoso;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">V &#8211; entrevistas sempre monitoradas, exceto aquelas com seu defensor, em instala\u00e7\u00f5es equipadas para impedir o contato f\u00edsico e a passagem de objetos, salvo expressa autoriza\u00e7\u00e3o judicial em contr\u00e1rio;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">VI &#8211; fiscaliza\u00e7\u00e3o do conte\u00fado da correspond\u00eancia;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">VII &#8211; participa\u00e7\u00e3o em audi\u00eancias judiciais preferencialmente por videoconfer\u00eancia, garantindo-se a participa\u00e7\u00e3o do defensor no mesmo ambiente do preso.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\"> 1<sup><u>o<\/u><\/sup>O regime disciplinar diferenciado tamb\u00e9m poder\u00e1 abrigar presos provis\u00f3rios ou condenados, nacionais ou estrangeiros, que apresentem alto risco para a ordem e a seguran\u00e7a do estabelecimento penal ou da sociedade.\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art52\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">1\u00ba O regime disciplinar diferenciado tamb\u00e9m ser\u00e1 aplicado aos presos provis\u00f3rios ou condenados, nacionais ou estrangeiros:\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"font-weight: 400;\">I &#8211; que apresentem alto risco para a ordem e a seguran\u00e7a do estabelecimento penal ou da sociedade;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">II &#8211; sob os quais recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou participa\u00e7\u00e3o, a qualquer t\u00edtulo, em organiza\u00e7\u00e3o criminosa, associa\u00e7\u00e3o criminosa ou mil\u00edcia privada, independentemente da pr\u00e1tica de falta grave.\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\"> 2<sup><u>o<\/u><\/sup>Estar\u00e1 igualmente sujeito ao regime disciplinar diferenciado o preso provis\u00f3rio ou o condenado sob o qual recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou participa\u00e7\u00e3o, a qualquer t\u00edtulo, em organiza\u00e7\u00f5es criminosas, quadrilha ou bando.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art52\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">2\u00ba (Revogado).\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">3\u00ba Existindo ind\u00edcios de que o preso exerce lideran\u00e7a em organiza\u00e7\u00e3o criminosa, associa\u00e7\u00e3o criminosa ou mil\u00edcia privada, ou que tenha atua\u00e7\u00e3o criminosa em 2 (dois) ou mais Estados da Federa\u00e7\u00e3o, o regime disciplinar diferenciado ser\u00e1 obrigatoriamente cumprido em estabelecimento prisional federal.\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">4\u00ba Na hip\u00f3tese dos par\u00e1grafos anteriores, o regime disciplinar diferenciado poder\u00e1 ser prorrogado sucessivamente, por per\u00edodos de 1 (um) ano, existindo ind\u00edcios de que o preso:\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"font-weight: 400;\">I &#8211; continua apresentando alto risco para a ordem e a seguran\u00e7a do estabelecimento penal de origem ou da sociedade;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">II &#8211; mant\u00e9m os v\u00ednculos com organiza\u00e7\u00e3o criminosa, associa\u00e7\u00e3o criminosa ou mil\u00edcia privada, considerados tamb\u00e9m o perfil criminal e a fun\u00e7\u00e3o desempenhada por ele no grupo criminoso, a opera\u00e7\u00e3o duradoura do grupo, a superveni\u00eancia de novos processos criminais e os resultados do tratamento penitenci\u00e1rio.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\">5\u00ba Na hip\u00f3tese prevista no \u00a7 3\u00ba deste artigo, o regime disciplinar diferenciado dever\u00e1 contar com alta seguran\u00e7a interna e externa, principalmente no que diz respeito \u00e0 necessidade de se evitar contato do preso com membros de sua organiza\u00e7\u00e3o criminosa, associa\u00e7\u00e3o criminosa ou mil\u00edcia privada, ou de grupos rivais.\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">6\u00ba A visita de que trata o inciso III do<strong>caput<\/strong>deste artigo ser\u00e1 gravada em sistema de \u00e1udio ou de \u00e1udio e v\u00eddeo e, com autoriza\u00e7\u00e3o judicial, fiscalizada por agente penitenci\u00e1rio.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">7\u00ba Ap\u00f3s os primeiros 6 (seis) meses de regime disciplinar diferenciado, o preso que n\u00e3o receber a visita de que trata o inciso III do<strong>caput<\/strong>deste artigo poder\u00e1, ap\u00f3s pr\u00e9vio agendamento, ter contato telef\u00f4nico, que ser\u00e1 gravado, com uma pessoa da fam\u00edlia, 2 (duas) vezes por m\u00eas e por 10 (dez) minutos.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>SUBSE\u00c7\u00c3O III<\/strong><\/p>\n<p><strong>Das San\u00e7\u00f5es e das Recompensas<\/strong><\/p>\n<p>Art. 53. Constituem san\u00e7\u00f5es disciplinares:<\/p>\n<p>I &#8211; advert\u00eancia verbal;<\/p>\n<p>II &#8211; repreens\u00e3o;<\/p>\n<p>III &#8211; suspens\u00e3o ou restri\u00e7\u00e3o de direitos (artigo 41, par\u00e1grafo \u00fanico);<\/p>\n<p>IV &#8211; isolamento na pr\u00f3pria cela, ou em local adequado, nos estabelecimentos que possuam alojamento coletivo, observado o disposto no artigo 88 desta Lei.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">V &#8211; inclus\u00e3o no regime disciplinar diferenciado.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art53v\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 54. As san\u00e7\u00f5es dos incisos I a III do artigo anterior ser\u00e3o aplicadas pelo diretor do estabelecimento; a do inciso IV, por Conselho Disciplinar, conforme dispuser o regulamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Art. 54. As san\u00e7\u00f5es dos incisos I a IV do art. 53 ser\u00e3o aplicadas por ato motivado do diretor do estabelecimento e a do inciso V, por pr\u00e9vio e fundamentado despacho do juiz competente.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art54\">\u00a0(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\">1<sup><u>o<\/u><\/sup>A autoriza\u00e7\u00e3o para a inclus\u00e3o do preso em regime disciplinar depender\u00e1 de requerimento circunstanciado elaborado pelo diretor do estabelecimento ou outra autoridade administrativa.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art54\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">2<sup><u>o<\/u><\/sup>A decis\u00e3o judicial sobre inclus\u00e3o de preso em regime disciplinar ser\u00e1 precedida de manifesta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da defesa e prolatada no prazo m\u00e1ximo de quinze dias.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art54\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 55. As recompensas t\u00eam em vista o bom comportamento reconhecido em favor do condenado, de sua colabora\u00e7\u00e3o com a disciplina e de sua dedica\u00e7\u00e3o ao trabalho.<\/p>\n<p>Art. 56. S\u00e3o recompensas:<\/p>\n<p>I &#8211; o elogio;<\/p>\n<p>II &#8211; a concess\u00e3o de regalias.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A legisla\u00e7\u00e3o local e os regulamentos estabelecer\u00e3o a natureza e a forma de concess\u00e3o de regalias.<\/p>\n<p><strong>SUBSE\u00c7\u00c3O IV<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Aplica\u00e7\u00e3o das San\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 57. Na aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es disciplinares levar-se-\u00e1 em conta a pessoa do faltoso, a natureza e as circunst\u00e2ncias do fato, bem como as suas conseq\u00fc\u00eancias.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Par\u00e1grafo \u00fanico. Nas faltas graves, aplicam-se as san\u00e7\u00f5es previstas nos incisos III e IV, do artigo 53, desta Lei.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Art. 57. Na aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es disciplinares, levar-se-\u00e3o em conta a natureza, os motivos, as circunst\u00e2ncias e as conseq\u00fc\u00eancias do fato, bem como a pessoa do faltoso e seu tempo de pris\u00e3o.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art57\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Nas faltas graves, aplicam-se as san\u00e7\u00f5es previstas nos incisos III a V do art. 53 desta Lei.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art57\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 58. O isolamento, a suspens\u00e3o e a restri\u00e7\u00e3o de direitos n\u00e3o poder\u00e3o exceder a 30 (trinta) dias.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Art. 58. O isolamento, a suspens\u00e3o e a restri\u00e7\u00e3o de direitos n\u00e3o poder\u00e3o exceder a trinta dias, ressalvada a hip\u00f3tese do regime disciplinar diferenciado.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art58\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O isolamento ser\u00e1 sempre comunicado ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>SUBSE\u00c7\u00c3O V<\/strong><\/p>\n<p><strong>Do Procedimento Disciplinar<\/strong><\/p>\n<p>Art. 59. Praticada a falta disciplinar, dever\u00e1 ser instaurado o procedimento para sua apura\u00e7\u00e3o, conforme regulamento, assegurado o direito de defesa.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A decis\u00e3o ser\u00e1 motivada.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 60. A autoridade administrativa poder\u00e1 decretar o isolamento preventivo do faltoso, pelo prazo m\u00e1ximo de 10 (dez) dias, no interesse da disciplina e da averigua\u00e7\u00e3o do fato.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Art. 60. A autoridade administrativa poder\u00e1 decretar o isolamento preventivo do faltoso pelo prazo de at\u00e9 dez dias. A inclus\u00e3o do preso no regime disciplinar diferenciado, no interesse da disciplina e da averigua\u00e7\u00e3o do fato, depender\u00e1 de despacho do juiz competente.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art60\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O tempo de isolamento preventivo ser\u00e1 computado no per\u00edodo de cumprimento da san\u00e7\u00e3o disciplinar.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O tempo de isolamento ou inclus\u00e3o preventiva no regime disciplinar diferenciado ser\u00e1 computado no per\u00edodo de cumprimento da san\u00e7\u00e3o disciplinar.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art60\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/p>\n<p>T\u00cdTULO III<\/p>\n<p>Dos \u00d3rg\u00e3os da Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO I<\/p>\n<p>Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/p>\n<p>Art. 61. S\u00e3o \u00f3rg\u00e3os da execu\u00e7\u00e3o penal:<\/p>\n<p>I &#8211; o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Criminal e Penitenci\u00e1ria;<\/p>\n<p>II &#8211; o Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>III &#8211; o Minist\u00e9rio P\u00fablico;<\/p>\n<p>IV &#8211; o Conselho Penitenci\u00e1rio;<\/p>\n<p>V &#8211; os Departamentos Penitenci\u00e1rios;<\/p>\n<p>VI &#8211; o Patronato;<\/p>\n<p>VII &#8211; o Conselho da Comunidade.<\/p>\n<p>VIII &#8211; a Defensoria P\u00fablica.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO II<\/p>\n<p>Do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Criminal e Penitenci\u00e1ria<\/p>\n<p>Art. 62. O Conselho Nacional de Pol\u00edtica Criminal e Penitenci\u00e1ria, com sede na Capital da Rep\u00fablica, \u00e9 subordinado ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Art. 63. O Conselho Nacional de Pol\u00edtica Criminal e Penitenci\u00e1ria ser\u00e1 integrado por 13 (treze) membros designados atrav\u00e9s de ato do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, dentre professores e profissionais da \u00e1rea do Direito Penal, Processual Penal, Penitenci\u00e1rio e ci\u00eancias correlatas, bem como por representantes da comunidade e dos Minist\u00e9rios da \u00e1rea social.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O mandato dos membros do Conselho ter\u00e1 dura\u00e7\u00e3o de 2 (dois) anos, renovado 1\/3 (um ter\u00e7o) em cada ano.<\/p>\n<p>Art. 64. Ao Conselho Nacional de Pol\u00edtica Criminal e Penitenci\u00e1ria, no exerc\u00edcio de suas atividades, em \u00e2mbito federal ou estadual, incumbe:<\/p>\n<p>I &#8211; propor diretrizes da pol\u00edtica criminal quanto \u00e0 preven\u00e7\u00e3o do delito, administra\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Criminal e execu\u00e7\u00e3o das penas e das medidas de seguran\u00e7a;<\/p>\n<p>II &#8211; contribuir na elabora\u00e7\u00e3o de planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo as metas e prioridades da pol\u00edtica criminal e penitenci\u00e1ria;<\/p>\n<p>III &#8211; promover a avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica do sistema criminal para a sua adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do Pa\u00eds;<\/p>\n<p>IV &#8211; estimular e promover a pesquisa criminol\u00f3gica;<\/p>\n<p>V &#8211; elaborar programa nacional penitenci\u00e1rio de forma\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento do servidor;<\/p>\n<p>VI &#8211; estabelecer regras sobre a arquitetura e constru\u00e7\u00e3o de estabelecimentos penais e casas de albergados;<\/p>\n<p>VII &#8211; estabelecer os crit\u00e9rios para a elabora\u00e7\u00e3o da estat\u00edstica criminal;<\/p>\n<p>VIII &#8211; inspecionar e fiscalizar os estabelecimentos penais, bem assim informar-se, mediante relat\u00f3rios do Conselho Penitenci\u00e1rio, requisi\u00e7\u00f5es, visitas ou outros meios, acerca do desenvolvimento da execu\u00e7\u00e3o penal nos Estados, Territ\u00f3rios e Distrito Federal, propondo \u00e0s autoridades dela incumbida as medidas necess\u00e1rias ao seu aprimoramento;<\/p>\n<p>IX &#8211; representar ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o ou \u00e0 autoridade administrativa para instaura\u00e7\u00e3o de sindic\u00e2ncia ou procedimento administrativo, em caso de viola\u00e7\u00e3o das normas referentes \u00e0 execu\u00e7\u00e3o penal;<\/p>\n<p>X &#8211; representar \u00e0 autoridade competente para a interdi\u00e7\u00e3o, no todo ou em parte, de estabelecimento penal.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO III<\/p>\n<p>Do Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Art. 65. A execu\u00e7\u00e3o penal competir\u00e1 ao Juiz indicado na lei local de organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria e, na sua aus\u00eancia, ao da senten\u00e7a.<\/p>\n<p>Art. 66. Compete ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>I &#8211; aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado;<\/p>\n<p>II &#8211; declarar extinta a punibilidade;<\/p>\n<p>III &#8211; decidir sobre:<\/p>\n<ol>\n<li>a) soma ou unifica\u00e7\u00e3o de penas;<\/li>\n<li>b) progress\u00e3o ou regress\u00e3o nos regimes;<\/li>\n<li>c) detra\u00e7\u00e3o e remi\u00e7\u00e3o da pena;<\/li>\n<li>d) suspens\u00e3o condicional da pena;<\/li>\n<li>e) livramento condicional;<\/li>\n<li>f) incidentes da execu\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>IV &#8211; autorizar sa\u00eddas tempor\u00e1rias;<\/p>\n<p>V &#8211; determinar:<\/p>\n<ol>\n<li>a) a forma de cumprimento da pena restritiva de direitos e fiscalizar sua execu\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>b) a convers\u00e3o da pena restritiva de direitos e de multa em privativa de liberdade;<\/li>\n<li>c) a convers\u00e3o da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos;<\/li>\n<li>d) a aplica\u00e7\u00e3o da medida de seguran\u00e7a, bem como a substitui\u00e7\u00e3o da pena por medida de seguran\u00e7a;<\/li>\n<li>e) a revoga\u00e7\u00e3o da medida de seguran\u00e7a;<\/li>\n<li>f) a desinterna\u00e7\u00e3o e o restabelecimento da situa\u00e7\u00e3o anterior;<\/li>\n<li>g) o cumprimento de pena ou medida de seguran\u00e7a em outra comarca;<\/li>\n<li>h) a remo\u00e7\u00e3o do condenado na hip\u00f3tese prevista no \u00a7 1\u00ba, do artigo 86, desta Lei.<\/li>\n<li>i) (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Msg\/VEP-310-10.htm\">VETADO<\/a>);\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>VI &#8211; zelar pelo correto cumprimento da pena e da medida de seguran\u00e7a;<\/p>\n<p>VII &#8211; inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos penais, tomando provid\u00eancias para o adequado funcionamento e promovendo, quando for o caso, a apura\u00e7\u00e3o de responsabilidade;<\/p>\n<p>VIII &#8211; interditar, no todo ou em parte, estabelecimento penal que estiver funcionando em condi\u00e7\u00f5es inadequadas ou com infring\u00eancia aos dispositivos desta Lei;<\/p>\n<p>IX &#8211; compor e instalar o Conselho da Comunidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">X \u2013 emitir anualmente atestado de pena a cumprir.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.713.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.713, de 2003)<\/a><\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO IV<\/p>\n<p>Do Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n<p>Art. 67. O Minist\u00e9rio P\u00fablico fiscalizar\u00e1 a execu\u00e7\u00e3o da pena e da medida de seguran\u00e7a, oficiando no processo executivo e nos incidentes da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 68. Incumbe, ainda, ao Minist\u00e9rio P\u00fablico:<\/p>\n<p>I &#8211; fiscalizar a regularidade formal das guias de recolhimento e de internamento;<\/p>\n<p>II &#8211; requerer:<\/p>\n<ol>\n<li>a) todas as provid\u00eancias necess\u00e1rias ao desenvolvimento do processo executivo;<\/li>\n<li>b) a instaura\u00e7\u00e3o dos incidentes de excesso ou desvio de execu\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>c) a aplica\u00e7\u00e3o de medida de seguran\u00e7a, bem como a substitui\u00e7\u00e3o da pena por medida de seguran\u00e7a;<\/li>\n<li>d) a revoga\u00e7\u00e3o da medida de seguran\u00e7a;<\/li>\n<li>e) a convers\u00e3o de penas, a progress\u00e3o ou regress\u00e3o nos regimes e a revoga\u00e7\u00e3o da suspens\u00e3o condicional da pena e do livramento condicional;<\/li>\n<li>f) a interna\u00e7\u00e3o, a desinterna\u00e7\u00e3o e o restabelecimento da situa\u00e7\u00e3o anterior.<\/li>\n<\/ol>\n<p>III &#8211; interpor recursos de decis\u00f5es proferidas pela autoridade judici\u00e1ria, durante a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico visitar\u00e1 mensalmente os estabelecimentos penais, registrando a sua presen\u00e7a em livro pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO V<\/p>\n<p>Do Conselho Penitenci\u00e1rio<\/p>\n<p>Art. 69. O Conselho Penitenci\u00e1rio \u00e9 \u00f3rg\u00e3o consultivo e fiscalizador da execu\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba O Conselho ser\u00e1 integrado por membros nomeados pelo Governador do Estado, do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios, dentre professores e profissionais da \u00e1rea do Direito Penal, Processual Penal, Penitenci\u00e1rio e ci\u00eancias correlatas, bem como por representantes da comunidade. A legisla\u00e7\u00e3o federal e estadual regular\u00e1 o seu funcionamento.<\/li>\n<li>2\u00ba O mandato dos membros do Conselho Penitenci\u00e1rio ter\u00e1 a dura\u00e7\u00e3o de 4 (quatro) anos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 70. Incumbe ao Conselho Penitenci\u00e1rio:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">I &#8211; emitir parecer sobre livramento condicional, indulto e comuta\u00e7\u00e3o de pena;<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">I &#8211; emitir parecer sobre indulto e comuta\u00e7\u00e3o de pena, excetuada a hip\u00f3tese de pedido de indulto com base no estado de sa\u00fade do preso;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art70i\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/p>\n<p>II &#8211; inspecionar os estabelecimentos e servi\u00e7os penais;<\/p>\n<p>III &#8211; apresentar, no 1\u00ba (primeiro) trimestre de cada ano, ao Conselho Nacional de Pol\u00edtica Criminal e Penitenci\u00e1ria, relat\u00f3rio dos trabalhos efetuados no exerc\u00edcio anterior;<\/p>\n<p>IV &#8211; supervisionar os patronatos, bem como a assist\u00eancia aos egressos.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO VI<\/p>\n<p>Dos Departamentos Penitenci\u00e1rios<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O I<\/strong><\/p>\n<p><strong>Do Departamento Penitenci\u00e1rio Nacional<\/strong><\/p>\n<p>Art. 71. O Departamento Penitenci\u00e1rio Nacional, subordinado ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, \u00e9 \u00f3rg\u00e3o executivo da Pol\u00edtica Penitenci\u00e1ria Nacional e de apoio administrativo e financeiro do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Criminal e Penitenci\u00e1ria.<\/p>\n<p>Art. 72. S\u00e3o atribui\u00e7\u00f5es do Departamento Penitenci\u00e1rio Nacional:<\/p>\n<p>I &#8211; acompanhar a fiel aplica\u00e7\u00e3o das normas de execu\u00e7\u00e3o penal em todo o Territ\u00f3rio Nacional;<\/p>\n<p>II &#8211; inspecionar e fiscalizar periodicamente os estabelecimentos e servi\u00e7os penais;<\/p>\n<p>III &#8211; assistir tecnicamente as Unidades Federativas na implementa\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios e regras estabelecidos nesta Lei;<\/p>\n<p>IV &#8211; colaborar com as Unidades Federativas mediante conv\u00eanios, na implanta\u00e7\u00e3o de estabelecimentos e servi\u00e7os penais;<\/p>\n<p>V &#8211; colaborar com as Unidades Federativas para a realiza\u00e7\u00e3o de cursos de forma\u00e7\u00e3o de pessoal penitenci\u00e1rio e de ensino profissionalizante do condenado e do internado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">VI \u2013 estabelecer, mediante conv\u00eanios com as unidades federativas, o cadastro nacional das vagas existentes em estabelecimentos locais destinadas ao cumprimento de penas privativas de liberdade aplicadas pela justi\u00e7a de outra unidade federativa, em especial para presos sujeitos a regime disciplinar.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art72vi\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">VII &#8211; acompanhar a execu\u00e7\u00e3o da pena das mulheres beneficiadas pela progress\u00e3o especial de que trata o \u00a7 3\u00ba do art. 112 desta Lei, monitorando sua integra\u00e7\u00e3o social e a ocorr\u00eancia de reincid\u00eancia, espec\u00edfica ou n\u00e3o, mediante a realiza\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas e de estat\u00edsticas criminais.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13769.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.769, de 2018)<\/a><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Incumbem tamb\u00e9m ao Departamento a coordena\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o dos estabelecimentos penais e de internamento federais.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba \u00a0Incumbem tamb\u00e9m ao Departamento a coordena\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o dos estabelecimentos penais e de internamento federais.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13769.htm#art3\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.769, de 2018)<\/a><\/li>\n<li>2\u00ba \u00a0Os resultados obtidos por meio do monitoramento e das avalia\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas previstas no inciso VII do<strong>caput<\/strong>deste artigo ser\u00e3o utilizados para, em fun\u00e7\u00e3o da efetividade da progress\u00e3o especial para a ressocializa\u00e7\u00e3o das mulheres de que trata o \u00a7 3\u00ba do art. 112 desta Lei, avaliar eventual desnecessidade do regime fechado de cumprimento de pena para essas mulheres nos casos de crimes cometidos sem viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13769.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.769, de 2018)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O II<\/strong><\/p>\n<p><strong>Do Departamento Penitenci\u00e1rio Local<\/strong><\/p>\n<p>Art. 73. A legisla\u00e7\u00e3o local poder\u00e1 criar Departamento Penitenci\u00e1rio ou \u00f3rg\u00e3o similar, com as atribui\u00e7\u00f5es que estabelecer.<\/p>\n<p>Art. 74. O Departamento Penitenci\u00e1rio local, ou \u00f3rg\u00e3o similar, tem por finalidade supervisionar e coordenar os estabelecimentos penais da Unidade da Federa\u00e7\u00e3o a que pertencer.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00a0Os \u00f3rg\u00e3os referidos no\u00a0<strong>caput<\/strong>\u00a0deste artigo realizar\u00e3o o acompanhamento de que trata o inciso VII do\u00a0<strong>caput<\/strong>\u00a0do art. 72 desta Lei e encaminhar\u00e3o ao Departamento Penitenci\u00e1rio Nacional os resultados obtidos.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13769.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.769, de 2018)<\/a><\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O III<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Dire\u00e7\u00e3o e do Pessoal dos Estabelecimentos Penais<\/strong><\/p>\n<p>Art. 75. O ocupante do cargo de diretor de estabelecimento dever\u00e1 satisfazer os seguintes requisitos:<\/p>\n<p>I &#8211; ser portador de diploma de n\u00edvel superior de Direito, ou Psicologia, ou Ci\u00eancias Sociais, ou Pedagogia, ou Servi\u00e7os Sociais;<\/p>\n<p>II &#8211; possuir experi\u00eancia administrativa na \u00e1rea;<\/p>\n<p>III &#8211; ter idoneidade moral e reconhecida aptid\u00e3o para o desempenho da fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O diretor dever\u00e1 residir no estabelecimento, ou nas proximidades, e dedicar\u00e1 tempo integral \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 76. O Quadro do Pessoal Penitenci\u00e1rio ser\u00e1 organizado em diferentes categorias funcionais, segundo as necessidades do servi\u00e7o, com especifica\u00e7\u00e3o de atribui\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s fun\u00e7\u00f5es de dire\u00e7\u00e3o, chefia e assessoramento do estabelecimento e \u00e0s demais fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Art. 77. A escolha do pessoal administrativo, especializado, de instru\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e de vigil\u00e2ncia atender\u00e1 a voca\u00e7\u00e3o, prepara\u00e7\u00e3o profissional e antecedentes pessoais do candidato.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00b0 O ingresso do pessoal penitenci\u00e1rio, bem como a progress\u00e3o ou a ascens\u00e3o funcional depender\u00e3o de cursos espec\u00edficos de forma\u00e7\u00e3o, procedendo-se \u00e0 reciclagem peri\u00f3dica dos servidores em exerc\u00edcio.<\/li>\n<li>2\u00ba No estabelecimento para mulheres somente se permitir\u00e1 o trabalho de pessoal do sexo feminino, salvo quando se tratar de pessoal t\u00e9cnico especializado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>CAP\u00cdTULO VII<\/p>\n<p>Do Patronato<\/p>\n<p>Art. 78. O Patronato p\u00fablico ou particular destina-se a prestar assist\u00eancia aos albergados e aos egressos (artigo 26).<\/p>\n<p>Art. 79. Incumbe tamb\u00e9m ao Patronato:<\/p>\n<p>I &#8211; orientar os condenados \u00e0 pena restritiva de direitos;<\/p>\n<p>II &#8211; fiscalizar o cumprimento das penas de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o \u00e0 comunidade e de limita\u00e7\u00e3o de fim de semana;<\/p>\n<p>III &#8211; colaborar na fiscaliza\u00e7\u00e3o do cumprimento das condi\u00e7\u00f5es da suspens\u00e3o e do livramento condicional.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO VIII<\/p>\n<p>Do Conselho da Comunidade<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 80. Haver\u00e1 em cada comarca, um Conselho da Comunidade, composto no m\u00ednimo, por 1 (um) representante de associa\u00e7\u00e3o comercial ou industrial, 1 (um) advogado indicado pela Se\u00e7\u00e3o da Ordem dos Advogados do Brasil e 1 (um) assistente social escolhido pela Delegacia Seccional do Conselho Nacional de Assistentes Sociais.<\/span><\/p>\n<p>Art. 80.\u00a0 Haver\u00e1, em cada comarca, um Conselho da Comunidade composto, no m\u00ednimo, por 1 (um) representante de associa\u00e7\u00e3o comercial ou industrial, 1 (um) advogado indicado pela Se\u00e7\u00e3o da Ordem dos Advogados do Brasil, 1 (um) Defensor P\u00fablico indicado pelo Defensor P\u00fablico Geral e 1 (um) assistente social escolhido pela Delegacia Seccional do Conselho Nacional de Assistentes Sociais.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Na falta da representa\u00e7\u00e3o prevista neste artigo, ficar\u00e1 a crit\u00e9rio do Juiz da execu\u00e7\u00e3o a escolha dos integrantes do Conselho.<\/p>\n<p>Art. 81. Incumbe ao Conselho da Comunidade:<\/p>\n<p>I &#8211; visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca;<\/p>\n<p>II &#8211; entrevistar presos;<\/p>\n<p>III &#8211; apresentar relat\u00f3rios mensais ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o e ao Conselho Penitenci\u00e1rio;<\/p>\n<p>IV &#8211; diligenciar a obten\u00e7\u00e3o de recursos materiais e humanos para melhor assist\u00eancia ao preso ou internado, em harmonia com a dire\u00e7\u00e3o do estabelecimento.<\/p>\n<p>\u00a0CAP\u00cdTULO IX<\/p>\n<p>DA DEFENSORIA P\u00daBLICA<br \/><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>Art. 81-A.\u00a0 A Defensoria P\u00fablica velar\u00e1 pela regular execu\u00e7\u00e3o da pena e da medida de seguran\u00e7a, oficiando, no processo executivo e nos incidentes da execu\u00e7\u00e3o, para a defesa dos necessitados em todos os graus e inst\u00e2ncias, de forma individual e coletiva.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>Art. 81-B.\u00a0 Incumbe, ainda, \u00e0 Defensoria P\u00fablica:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>I &#8211; requerer:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<ol start=\"12\">\n<li>a) todas as provid\u00eancias necess\u00e1rias ao desenvolvimento do processo executivo;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>b) a aplica\u00e7\u00e3o aos casos julgados de lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>c) a declara\u00e7\u00e3o de extin\u00e7\u00e3o da punibilidade;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>d) a unifica\u00e7\u00e3o de penas;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>e) a detra\u00e7\u00e3o e remi\u00e7\u00e3o da pena; \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>f) a instaura\u00e7\u00e3o dos incidentes de excesso ou desvio de execu\u00e7\u00e3o;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>g) a aplica\u00e7\u00e3o de medida de seguran\u00e7a e sua revoga\u00e7\u00e3o, bem como a substitui\u00e7\u00e3o da pena por medida de seguran\u00e7a;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>h) a convers\u00e3o de penas, a progress\u00e3o nos regimes, a suspens\u00e3o condicional da pena, o livramento condicional, a comuta\u00e7\u00e3o de pena e o indulto;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>i) a autoriza\u00e7\u00e3o de sa\u00eddas tempor\u00e1rias;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>j) a interna\u00e7\u00e3o, a desinterna\u00e7\u00e3o e o restabelecimento da situa\u00e7\u00e3o anterior;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>k) o cumprimento de pena ou medida de seguran\u00e7a em outra comarca;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<li>l) a remo\u00e7\u00e3o do condenado na hip\u00f3tese prevista no \u00a7 1<u><sup>o<\/sup><\/u>do art. 86 desta Lei;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>II &#8211; requerer a emiss\u00e3o anual do atestado de pena a cumprir;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>III &#8211; interpor recursos de decis\u00f5es proferidas pela autoridade judici\u00e1ria ou administrativa durante a execu\u00e7\u00e3o;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>IV &#8211; representar ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o ou \u00e0 autoridade administrativa para instaura\u00e7\u00e3o de sindic\u00e2ncia ou procedimento administrativo em caso de viola\u00e7\u00e3o das normas referentes \u00e0 execu\u00e7\u00e3o penal;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>V &#8211; visitar os estabelecimentos penais, tomando provid\u00eancias para o adequado funcionamento, e requerer, quando for o caso, a apura\u00e7\u00e3o de responsabilidade;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>VI &#8211; requerer \u00e0 autoridade competente a interdi\u00e7\u00e3o, no todo ou em parte, de estabelecimento penal.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico.\u00a0 O \u00f3rg\u00e3o da Defensoria P\u00fablica visitar\u00e1 periodicamente os estabelecimentos penais, registrando a sua presen\u00e7a em livro pr\u00f3prio.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>T\u00cdTULO IV<\/p>\n<p>Dos Estabelecimentos Penais<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO I<\/p>\n<p>Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/p>\n<p>Art. 82. Os estabelecimentos penais destinam-se ao condenado, ao submetido \u00e0 medida de seguran\u00e7a, ao preso provis\u00f3rio e ao egresso.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\"> 1\u00ba &#8211; A mulher ser\u00e1 recolhida a estabelecimento pr\u00f3prio e adequando \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o pessoal.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">1\u00b0 A mulher e o maior de sessenta anos, separadamente, ser\u00e3o recolhidos a estabelecimento pr\u00f3prio e adequado \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o pessoal.<em> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L9460.htm#art1\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 9.460, de 1997)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">2\u00ba &#8211; O mesmo conjunto arquitet\u00f4nico poder\u00e1 abrigar estabelecimentos de destina\u00e7\u00e3o diversa desde que devidamente isolados.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 83. O estabelecimento penal, conforme a sua natureza, dever\u00e1 contar em suas depend\u00eancias com \u00e1reas e servi\u00e7os destinados a dar assist\u00eancia, educa\u00e7\u00e3o, trabalho, recrea\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica esportiva.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba Haver\u00e1 instala\u00e7\u00e3o destinada a est\u00e1gio de estudantes universit\u00e1rios.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L9046.htm\">(Renumerado pela Lei n\u00ba 9.046, de 1995)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\"> 2\u00ba Os estabelecimentos penais destinados a mulheres ser\u00e3o dotados de ber\u00e7\u00e1rio, onde as condenadas possam amamentar seus filhos.<em> \u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/span><span style=\"text-decoration: line-through;\"><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L9046.htm\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 9.046, de 1995)<\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">2<u><sup>o<\/sup><\/u> Os estabelecimentos penais destinados a mulheres ser\u00e3o dotados de ber\u00e7\u00e1rio, onde as condenadas possam cuidar de seus filhos, inclusive amament\u00e1-los, no m\u00ednimo, at\u00e9 6 (seis) meses de idade.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2009\/Lei\/L11942.htm#art2\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.942, de 2009)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">3<u><sup>o<\/sup><\/u> Os estabelecimentos de que trata o \u00a7 2<u><sup>o<\/sup><\/u>deste artigo dever\u00e3o possuir, exclusivamente, agentes do sexo feminino na seguran\u00e7a de suas depend\u00eancias internas.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2009\/Lei\/L12121.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.121, de 2009).<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">4<u><sup>o<\/sup><\/u> Ser\u00e3o instaladas salas de aulas destinadas a cursos do ensino b\u00e1sico e profissionalizante.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12245.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.245, de 2010)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">5<u><sup>o<\/sup><\/u> Haver\u00e1 instala\u00e7\u00e3o destinada \u00e0 Defensoria P\u00fablica. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 83-A. \u00a0Poder\u00e3o ser objeto de execu\u00e7\u00e3o indireta as atividades materiais acess\u00f3rias, instrumentais ou complementares desenvolvidas em estabelecimentos penais, e notadamente:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13190.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.190, de 2015).<\/a><\/p>\n<p>I &#8211; servi\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o, limpeza, inform\u00e1tica, copeiragem, portaria, recep\u00e7\u00e3o, reprografia, telecomunica\u00e7\u00f5es, lavanderia e manuten\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios, instala\u00e7\u00f5es e equipamentos internos e externos;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13190.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.190, de 2015).<\/a><\/p>\n<p>II &#8211; servi\u00e7os relacionados \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de trabalho pelo preso.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13190.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.190, de 2015).<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u>A execu\u00e7\u00e3o indireta ser\u00e1 realizada sob supervis\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13190.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.190, de 2015).<\/a><\/li>\n<li>2<u><sup>o<\/sup><\/u>Os servi\u00e7os relacionados neste artigo poder\u00e3o compreender o fornecimento de materiais, equipamentos, m\u00e1quinas e profissionais.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13190.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.190, de 2015).<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 83-B. \u00a0S\u00e3o indeleg\u00e1veis as fun\u00e7\u00f5es de dire\u00e7\u00e3o, chefia e coordena\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do sistema penal, bem como todas as atividades que exijam o exerc\u00edcio do poder de pol\u00edcia, e notadamente:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13190.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.190, de 2015).<\/a><\/p>\n<p>I &#8211; classifica\u00e7\u00e3o de condenados;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13190.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.190, de 2015).<\/a><\/p>\n<p>II &#8211; aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es disciplinares;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13190.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.190, de 2015).<\/a><\/p>\n<p>III &#8211; controle de rebeli\u00f5es;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13190.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.190, de 2015).<\/a><\/p>\n<p>IV &#8211; transporte de presos para \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio, hospitais e outros locais externos aos estabelecimentos penais.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13190.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.190, de 2015).<\/a><\/p>\n<p>Art. 84. O preso provis\u00f3rio ficar\u00e1 separado do condenado por senten\u00e7a transitada em julgado.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"text-decoration: line-through;\"> 1\u00b0 O preso prim\u00e1rio cumprir\u00e1 pena em se\u00e7\u00e3o distinta daquela reservada para os reincidentes.<\/span><\/li>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u>Os presos provis\u00f3rios ficar\u00e3o separados de acordo com os seguintes crit\u00e9rios:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13167.htm#art1\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.167, de 2015)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>I &#8211; acusados pela pr\u00e1tica de crimes hediondos ou equiparados;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13167.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.167, de 2015)<\/a><\/p>\n<p>II &#8211; acusados pela pr\u00e1tica de crimes cometidos com viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a \u00e0 pessoa;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13167.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.167, de 2015)<\/a><\/p>\n<p>III &#8211; acusados pela pr\u00e1tica de outros crimes ou contraven\u00e7\u00f5es diversos dos apontados nos incisos I e II.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13167.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.167, de 2015)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>2\u00b0 O preso que, ao tempo do fato, era funcion\u00e1rio da Administra\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Criminal ficar\u00e1 em depend\u00eancia separada.<\/li>\n<li>3<u><sup>o<\/sup><\/u>Os presos condenados ficar\u00e3o separados de acordo com os seguintes crit\u00e9rios:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13167.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.167, de 2015)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>I &#8211; condenados pela pr\u00e1tica de crimes hediondos ou equiparados;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13167.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.167, de 2015)<\/a><\/p>\n<p>II &#8211; reincidentes condenados pela pr\u00e1tica de crimes cometidos com viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a \u00e0 pessoa;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13167.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.167, de 2015)<\/a><\/p>\n<p>III &#8211; prim\u00e1rios condenados pela pr\u00e1tica de crimes cometidos com viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a \u00e0 pessoa;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13167.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.167, de 2015)<\/a><\/p>\n<p>IV &#8211; demais condenados pela pr\u00e1tica de outros crimes ou contraven\u00e7\u00f5es em situa\u00e7\u00e3o diversa das previstas nos incisos I, II e III.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13167.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.167, de 2015)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>4<u><sup>o<\/sup><\/u>O preso que tiver sua integridade f\u00edsica, moral ou psicol\u00f3gica amea\u00e7ada pela conviv\u00eancia com os demais presos ficar\u00e1 segregado em local pr\u00f3prio.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13167.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.167, de 2015)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 85. O estabelecimento penal dever\u00e1 ter lota\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com a sua estrutura e finalidade.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O Conselho Nacional de Pol\u00edtica Criminal e Penitenci\u00e1ria determinar\u00e1 o limite m\u00e1ximo de capacidade do estabelecimento, atendendo a sua natureza e peculiaridades.<\/p>\n<p>Art. 86. As penas privativas de liberdade aplicadas pela Justi\u00e7a de uma Unidade Federativa podem ser executadas em outra\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 unidade, em estabelecimento local ou da Uni\u00e3o.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\"> 1\u00b0 A Uni\u00e3o Federal poder\u00e1 construir estabelecimento penal em local distante da condena\u00e7\u00e3o para recolher, mediante decis\u00e3o judicial, os condenados \u00e0 pena superior a 15 (quinze) anos, quando a medida se justifique no interesse da seguran\u00e7a p\u00fablica ou do pr\u00f3prio condenado.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">1<sup><u>o<\/u><\/sup>A Uni\u00e3o Federal poder\u00e1 construir estabelecimento penal em local distante da condena\u00e7\u00e3o para recolher os condenados, quando a medida se justifique no interesse da seguran\u00e7a p\u00fablica ou do pr\u00f3prio condenado.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art86%C2%A71\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/li>\n<li>2\u00b0 Conforme a natureza do estabelecimento, nele poder\u00e3o trabalhar os liberados ou egressos que se dediquem a obras p\u00fablicas ou ao aproveitamento de terras ociosas.<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">3<sup><u>o<\/u><\/sup>Caber\u00e1 ao juiz competente, a requerimento da autoridade administrativa definir o estabelecimento prisional adequado para abrigar o preso provis\u00f3rio ou condenado, em aten\u00e7\u00e3o ao regime e aos requisitos estabelecidos.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art86%C2%A73\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>CAP\u00cdTULO II<\/p>\n<p>Da Penitenci\u00e1ria<\/p>\n<p>Art. 87. A penitenci\u00e1ria destina-se ao condenado \u00e0 pena de reclus\u00e3o, em regime fechado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A Uni\u00e3o Federal, os Estados, o Distrito Federal e os Territ\u00f3rios poder\u00e3o construir Penitenci\u00e1rias destinadas, exclusivamente, aos presos provis\u00f3rios e condenados que estejam em regime fechado, sujeitos ao regime disciplinar diferenciado, nos termos do art. 52 desta Lei.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art87p\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/p>\n<p>Art. 88. O condenado ser\u00e1 alojado em cela individual que conter\u00e1 dormit\u00f3rio, aparelho sanit\u00e1rio e lavat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. S\u00e3o requisitos b\u00e1sicos da unidade celular:<\/p>\n<ol>\n<li>a) salubridade do ambiente pela concorr\u00eancia dos fatores de aera\u00e7\u00e3o, insola\u00e7\u00e3o e condicionamento t\u00e9rmico adequado \u00e0 exist\u00eancia humana;<\/li>\n<li>b) \u00e1rea m\u00ednima de 6,00m2 (seis metros quadrados).<\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 89. Al\u00e9m dos requisitos referidos no artigo anterior, a penitenci\u00e1ria de mulheres poder\u00e1 ser dotada de se\u00e7\u00e3o para gestante e parturiente e de creche com a finalidade de assistir ao menor desamparado cuja respons\u00e1vel esteja presa.<\/span><\/p>\n<p>Art. 89.\u00a0 Al\u00e9m dos requisitos referidos no art. 88, a penitenci\u00e1ria de mulheres ser\u00e1 dotada de se\u00e7\u00e3o para gestante e parturiente e de creche para abrigar crian\u00e7as maiores de 6 (seis) meses e menores de 7 (sete) anos, com a finalidade de assistir a crian\u00e7a desamparada cuja respons\u00e1vel estiver presa.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2009\/Lei\/L11942.htm#art2\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.942, de 2009)<\/a><\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico.\u00a0 S\u00e3o requisitos b\u00e1sicos da se\u00e7\u00e3o e da creche referidas neste artigo:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2009\/Lei\/L11942.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.942, de 2009)<\/a><\/p>\n<p>I \u2013 atendimento por pessoal qualificado, de acordo com as diretrizes adotadas pela legisla\u00e7\u00e3o educacional e em unidades aut\u00f4nomas; e\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2009\/Lei\/L11942.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.942, de 2009)<\/a><\/p>\n<p>II \u2013 hor\u00e1rio de funcionamento que garanta a melhor assist\u00eancia \u00e0 crian\u00e7a e \u00e0 sua respons\u00e1vel.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2009\/Lei\/L11942.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.942, de 2009)<\/a><\/p>\n<p>Art. 90. A penitenci\u00e1ria de homens ser\u00e1 constru\u00edda, em local afastado do centro urbano, \u00e0 dist\u00e2ncia que n\u00e3o restrinja a visita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO III<\/p>\n<p>Da Col\u00f4nia Agr\u00edcola, Industrial ou Similar<\/p>\n<p>Art. 91. A Col\u00f4nia Agr\u00edcola, Industrial ou Similar destina-se ao cumprimento da pena em regime semi-aberto.<\/p>\n<p>Art. 92. O condenado poder\u00e1 ser alojado em compartimento coletivo, observados os requisitos da letra a, do par\u00e1grafo \u00fanico, do artigo 88, desta Lei.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. S\u00e3o tamb\u00e9m requisitos b\u00e1sicos das depend\u00eancias coletivas:<\/p>\n<ol>\n<li>a) a sele\u00e7\u00e3o adequada dos presos;<\/li>\n<li>b) o limite de capacidade m\u00e1xima que atenda os objetivos de individualiza\u00e7\u00e3o da pena.<\/li>\n<\/ol>\n<p>CAP\u00cdTULO IV<\/p>\n<p>Da Casa do Albergado<\/p>\n<p>Art. 93. A Casa do Albergado destina-se ao cumprimento de pena privativa de liberdade, em regime aberto, e da pena de limita\u00e7\u00e3o de fim de semana.<\/p>\n<p>Art. 94. O pr\u00e9dio dever\u00e1 situar-se em centro urbano, separado dos demais estabelecimentos, e caracterizar-se pela aus\u00eancia de obst\u00e1culos f\u00edsicos contra a fuga.<\/p>\n<p>Art. 95. Em cada regi\u00e3o haver\u00e1, pelo menos, uma Casa do Albergado, a qual dever\u00e1 conter, al\u00e9m dos aposentos para acomodar os presos, local adequado para cursos e palestras.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O estabelecimento ter\u00e1 instala\u00e7\u00f5es para os servi\u00e7os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o dos condenados.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO V<\/p>\n<p>Do Centro de Observa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Art. 96. No Centro de Observa\u00e7\u00e3o realizar-se-\u00e3o os exames gerais e o criminol\u00f3gico, cujos resultados ser\u00e3o encaminhados \u00e0 Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. No Centro poder\u00e3o ser realizadas pesquisas criminol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Art. 97. O Centro de Observa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 instalado em unidade aut\u00f4noma ou em anexo a estabelecimento penal.<\/p>\n<p>Art. 98. Os exames poder\u00e3o ser realizados pela Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Classifica\u00e7\u00e3o, na falta do Centro de Observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO VI<\/p>\n<p>Do Hospital de Cust\u00f3dia e Tratamento Psiqui\u00e1trico<\/p>\n<p>Art. 99. O Hospital de Cust\u00f3dia e Tratamento Psiqui\u00e1trico destina-se aos inimput\u00e1veis e semi-imput\u00e1veis referidos no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art26p\">artigo 26 e seu par\u00e1grafo \u00fanico do C\u00f3digo Penal<\/a>.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Aplica-se ao hospital, no que couber, o disposto no par\u00e1grafo \u00fanico, do artigo 88, desta Lei.<\/p>\n<p>Art. 100. O exame psiqui\u00e1trico e os demais exames necess\u00e1rios ao tratamento s\u00e3o obrigat\u00f3rios para todos os internados.<\/p>\n<p>Art. 101. O tratamento ambulatorial, previsto no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art97\">artigo 97, segunda parte, do C\u00f3digo Penal,<\/a>\u00a0ser\u00e1 realizado no Hospital de Cust\u00f3dia e Tratamento Psiqui\u00e1trico ou em outro local com depend\u00eancia m\u00e9dica adequada.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO VII<\/p>\n<p>Da Cadeia P\u00fablica<\/p>\n<p>Art. 102. A cadeia p\u00fablica destina-se ao recolhimento de presos provis\u00f3rios.<\/p>\n<p>Art. 103. Cada comarca ter\u00e1, pelo menos 1 (uma) cadeia p\u00fablica a fim de resguardar o interesse da Administra\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Criminal e a perman\u00eancia do preso em local pr\u00f3ximo ao seu meio social e familiar.<\/p>\n<p>Art. 104. O estabelecimento de que trata este Cap\u00edtulo ser\u00e1 instalado pr\u00f3ximo de centro urbano, observando-se na constru\u00e7\u00e3o as exig\u00eancias m\u00ednimas referidas no artigo 88 e seu par\u00e1grafo \u00fanico desta Lei.<\/p>\n<p>T\u00cdTULO V<\/p>\n<p>Da Execu\u00e7\u00e3o das Penas em Esp\u00e9cie<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO I<\/p>\n<p>Das Penas Privativas de Liberdade<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O I<\/strong><\/p>\n<p><strong>Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/strong><\/p>\n<p>Art. 105. Transitando em julgado a senten\u00e7a que aplicar pena privativa de liberdade, se o r\u00e9u estiver ou vier a ser preso, o Juiz ordenar\u00e1 a expedi\u00e7\u00e3o de guia de recolhimento para a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 106. A guia de recolhimento, extra\u00edda pelo escriv\u00e3o, que a rubricar\u00e1 em todas as folhas e a assinar\u00e1 com o Juiz, ser\u00e1 remetida \u00e0 autoridade administrativa incumbida da execu\u00e7\u00e3o e conter\u00e1:<\/p>\n<p>I &#8211; o nome do condenado;<\/p>\n<p>II &#8211; a sua qualifica\u00e7\u00e3o civil e o n\u00famero do registro geral no \u00f3rg\u00e3o oficial de identifica\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>III &#8211; o inteiro teor da den\u00fancia e da senten\u00e7a condenat\u00f3ria, bem como certid\u00e3o do tr\u00e2nsito em julgado;<\/p>\n<p>IV &#8211; a informa\u00e7\u00e3o sobre os antecedentes e o grau de instru\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>V &#8211; a data da termina\u00e7\u00e3o da pena;<\/p>\n<p>VI &#8211; outras pe\u00e7as do processo reputadas indispens\u00e1veis ao adequado tratamento penitenci\u00e1rio.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba Ao Minist\u00e9rio P\u00fablico se dar\u00e1 ci\u00eancia da guia de recolhimento.<\/li>\n<li>2\u00ba A guia de recolhimento ser\u00e1 retificada sempre que sobrevier modifica\u00e7\u00e3o quanto ao in\u00edcio da execu\u00e7\u00e3o ou ao tempo de dura\u00e7\u00e3o da pena.<\/li>\n<li>3\u00b0 Se o condenado, ao tempo do fato, era funcion\u00e1rio da Administra\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Criminal, far-se-\u00e1, na guia, men\u00e7\u00e3o dessa circunst\u00e2ncia, para fins do disposto no \u00a7 2\u00b0, do artigo 84, desta Lei.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 107. Ningu\u00e9m ser\u00e1 recolhido, para cumprimento de pena privativa de liberdade, sem a guia expedida pela autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00b0 A autoridade administrativa incumbida da execu\u00e7\u00e3o passar\u00e1 recibo da guia de recolhimento para junt\u00e1-la aos autos do processo, e dar\u00e1 ci\u00eancia dos seus termos ao condenado.<\/li>\n<li>2\u00ba As guias de recolhimento ser\u00e3o registradas em livro especial, segundo a ordem cronol\u00f3gica do recebimento, e anexadas ao prontu\u00e1rio do condenado, aditando-se, no curso da execu\u00e7\u00e3o, o c\u00e1lculo das remi\u00e7\u00f5es e de outras retifica\u00e7\u00f5es posteriores.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 108. O condenado a quem sobrevier doen\u00e7a mental ser\u00e1 internado em Hospital de Cust\u00f3dia e Tratamento Psiqui\u00e1trico.<\/p>\n<p>Art. 109. Cumprida ou extinta a pena, o condenado ser\u00e1 posto em liberdade, mediante alvar\u00e1 do Juiz, se por outro motivo n\u00e3o estiver preso.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O II<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dos Regimes<\/strong><\/p>\n<p>Art. 110. O Juiz, na senten\u00e7a, estabelecer\u00e1 o regime no qual o condenado iniciar\u00e1 o cumprimento da pena privativa de liberdade, observado o disposto no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art33\">artigo 33 e seus par\u00e1grafos do C\u00f3digo Penal<\/a>.<\/p>\n<p>Art. 111. Quando houver condena\u00e7\u00e3o por mais de um crime, no mesmo processo ou em processos distintos, a determina\u00e7\u00e3o do regime de cumprimento ser\u00e1 feita pelo resultado da soma ou unifica\u00e7\u00e3o das penas, observada, quando for o caso, a detra\u00e7\u00e3o ou remi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Sobrevindo condena\u00e7\u00e3o no curso da execu\u00e7\u00e3o, somar-se-\u00e1 a pena ao restante da que est\u00e1 sendo cumprida, para determina\u00e7\u00e3o do regime.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 112. A pena privativa de liberdade ser\u00e1 executada em forma progressiva, com a transfer\u00eancia para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo Juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos 1\/6 (um sexto) da pena no regime anterior e seu m\u00e9rito indicar a progress\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A decis\u00e3o ser\u00e1 motivada e precedida de parecer da Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Classifica\u00e7\u00e3o e do exame criminol\u00f3gico, quando necess\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 112. A pena privativa de liberdade ser\u00e1 executada em forma progressiva com a transfer\u00eancia para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcer\u00e1rio, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progress\u00e3o.\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art112\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Art. 112. A pena privativa de liberdade ser\u00e1 executada em forma progressiva com a transfer\u00eancia para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">I &#8211; 16% (dezesseis por cento) da pena, se o apenado for prim\u00e1rio e o crime tiver sido cometido sem viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">II &#8211; 20% (vinte por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido sem viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">III &#8211; 25% (vinte e cinco por cento) da pena, se o apenado for prim\u00e1rio e o crime tiver sido cometido com viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">IV &#8211; 30% (trinta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido com viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">V &#8211; 40% (quarenta por cento) da pena, se o apenado for condenado pela pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado, se for prim\u00e1rio;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">VI &#8211; 50% (cinquenta por cento) da pena, se o apenado for:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<ol start=\"13\">\n<li style=\"font-weight: 400;\">a) condenado pela pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se for prim\u00e1rio, vedado o livramento condicional;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organiza\u00e7\u00e3o criminosa estruturada para a pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado; ou\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">c) condenado pela pr\u00e1tica do crime de constitui\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia privada;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">VII &#8211; 60% (sessenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente na pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">VIII &#8211; 70% (setenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado morte, vedado o livramento condicional.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\"> 1<sup><u>o<\/u><\/sup>A decis\u00e3o ser\u00e1 sempre motivada e precedida de manifesta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do defensor.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art112\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\"> 2<sup><u>o<\/u><\/sup>Id\u00eantico procedimento ser\u00e1 adotado na concess\u00e3o de livramento condicional, indulto e comuta\u00e7\u00e3o de penas, respeitados os prazos previstos nas normas vigentes.\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/L10.792.htm#art112\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.792, de 2003)<\/a><\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">1\u00ba Em todos os casos, o apenado s\u00f3 ter\u00e1 direito \u00e0 progress\u00e3o de regime se ostentar boa conduta carcer\u00e1ria, comprovada pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progress\u00e3o.\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">2\u00ba A decis\u00e3o do juiz que determinar a progress\u00e3o de regime ser\u00e1 sempre motivada e precedida de manifesta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do defensor, procedimento que tamb\u00e9m ser\u00e1 adotado na concess\u00e3o de livramento condicional, indulto e comuta\u00e7\u00e3o de penas, respeitados os prazos previstos nas normas vigentes.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">3\u00ba No caso de mulher gestante ou que for m\u00e3e ou respons\u00e1vel por crian\u00e7as ou pessoas com defici\u00eancia, os requisitos para progress\u00e3o de regime s\u00e3o, cumulativamente:<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13769.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.769, de 2018)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"font-weight: 400;\">I &#8211; n\u00e3o ter cometido crime com viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a a pessoa;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13769.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.769, de 2018)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">II &#8211; n\u00e3o ter cometido o crime contra seu filho ou dependente;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13769.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.769, de 2018)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">III &#8211; ter cumprido ao menos 1\/8 (um oitavo) da pena no regime anterior;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13769.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.769, de 2018)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">IV &#8211; ser prim\u00e1ria e ter bom comportamento carcer\u00e1rio, comprovado pelo diretor do estabelecimento;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13769.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.769, de 2018)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">V &#8211; n\u00e3o ter integrado organiza\u00e7\u00e3o criminosa.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13769.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.769, de 2018)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\">4\u00ba \u00a0O cometimento de novo crime doloso ou falta grave implicar\u00e1 a revoga\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio previsto no \u00a7 3\u00ba deste artigo.<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13769.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.769, de 2018)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">5\u00ba N\u00e3o se considera hediondo ou equiparado, para os fins deste artigo, o crime de tr\u00e1fico de drogas previsto no<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2006\/Lei\/L11343.htm#art33%C2%A74\">\u00a7 4\u00ba do art. 33 da Lei n\u00ba 11.343, de 23 de agosto de 2006<\/a>.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">6\u00ba O cometimento de falta grave durante a execu\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade interrompe o prazo para a obten\u00e7\u00e3o da progress\u00e3o no regime de cumprimento da pena, caso em que o rein\u00edcio da contagem do requisito objetivo ter\u00e1 como base a pena remanescente.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">7\u00ba (VETADO).\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 113. O ingresso do condenado em regime aberto sup\u00f5e a aceita\u00e7\u00e3o de seu programa e das condi\u00e7\u00f5es impostas pelo Juiz.<\/p>\n<p>Art. 114. Somente poder\u00e1 ingressar no regime aberto o condenado que:<\/p>\n<p>I &#8211; estiver trabalhando ou comprovar a possibilidade de faz\u00ea-lo imediatamente;<\/p>\n<p>II &#8211; apresentar, pelos seus antecedentes ou pelo resultado dos exames a que foi submetido, fundados ind\u00edcios de que ir\u00e1 ajustar-se, com autodisciplina e senso de responsabilidade, ao novo regime.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Poder\u00e3o ser dispensadas do trabalho as pessoas referidas no artigo 117 desta Lei.<\/p>\n<p>Art. 115. O Juiz poder\u00e1 estabelecer condi\u00e7\u00f5es especiais para a concess\u00e3o de regime aberto, sem preju\u00edzo das seguintes condi\u00e7\u00f5es gerais e obrigat\u00f3rias:<\/p>\n<p>I &#8211; permanecer no local que for designado, durante o repouso e nos dias de folga;<\/p>\n<p>II &#8211; sair para o trabalho e retornar, nos hor\u00e1rios fixados;<\/p>\n<p>III &#8211; n\u00e3o se ausentar da cidade onde reside, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial;<\/p>\n<p>IV &#8211; comparecer a Ju\u00edzo, para informar e justificar as suas atividades, quando for determinado.<\/p>\n<p>Art. 116. O Juiz poder\u00e1 modificar as condi\u00e7\u00f5es estabelecidas, de of\u00edcio, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, da autoridade administrativa ou do condenado, desde que as circunst\u00e2ncias assim o recomendem.<\/p>\n<p>Art. 117. Somente se admitir\u00e1 o recolhimento do benefici\u00e1rio de regime aberto em resid\u00eancia particular quando se tratar de:<\/p>\n<p>I &#8211; condenado maior de 70 (setenta) anos;<\/p>\n<p>II &#8211; condenado acometido de doen\u00e7a grave;<\/p>\n<p>III &#8211; condenada com filho menor ou deficiente f\u00edsico ou mental;<\/p>\n<p>IV &#8211; condenada gestante.<\/p>\n<p>Art. 118. A execu\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade ficar\u00e1 sujeita \u00e0 forma regressiva, com a transfer\u00eancia para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado:<\/p>\n<p>I &#8211; praticar fato definido como crime doloso ou falta grave;<\/p>\n<p>II &#8211; sofrer condena\u00e7\u00e3o, por crime anterior, cuja pena, somada ao restante da pena em execu\u00e7\u00e3o, torne incab\u00edvel o regime (artigo 111).<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00b0 O condenado ser\u00e1 transferido do regime aberto se, al\u00e9m das hip\u00f3teses referidas nos incisos anteriores, frustrar os fins da execu\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o pagar, podendo, a multa cumulativamente imposta.<\/li>\n<li>2\u00ba Nas hip\u00f3teses do inciso I e do par\u00e1grafo anterior, dever\u00e1 ser ouvido previamente o condenado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 119. A legisla\u00e7\u00e3o local poder\u00e1 estabelecer normas complementares para o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime aberto (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art36%C2%A71\">artigo 36, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal<\/a>).<\/p>\n<p>S<strong>E\u00c7\u00c3O III<\/strong><\/p>\n<p><strong>Das Autoriza\u00e7\u00f5es de Sa\u00edda<\/strong><\/p>\n<p><strong>SUBSE\u00c7\u00c3O I<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Permiss\u00e3o de Sa\u00edda<\/strong><\/p>\n<p>Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provis\u00f3rios poder\u00e3o obter permiss\u00e3o para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos:<\/p>\n<p>I &#8211; falecimento ou doen\u00e7a grave do c\u00f4njuge, companheira, ascendente, descendente ou irm\u00e3o;<\/p>\n<p>II &#8211; necessidade de tratamento m\u00e9dico (par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 14).<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A permiss\u00e3o de sa\u00edda ser\u00e1 concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso.<\/p>\n<p>Art. 121. A perman\u00eancia do preso fora do estabelecimento ter\u00e1 a dura\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0 finalidade da sa\u00edda.<\/p>\n<p><strong>SUBSE\u00c7\u00c3O II<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Sa\u00edda Tempor\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Art. 122. Os condenados que cumprem pena em regime semi-aberto poder\u00e3o obter autoriza\u00e7\u00e3o para sa\u00edda tempor\u00e1ria do estabelecimento, sem vigil\u00e2ncia direta, nos seguintes casos:<\/p>\n<p>I &#8211; visita \u00e0 fam\u00edlia;<\/p>\n<p>II &#8211; freq\u00fc\u00eancia a curso supletivo profissionalizante, bem como de instru\u00e7\u00e3o do 2\u00ba grau ou superior, na Comarca do Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>III &#8211; participa\u00e7\u00e3o em atividades que concorram para o retorno ao conv\u00edvio social.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Par\u00e1grafo \u00fanico.\u00a0 A aus\u00eancia de vigil\u00e2ncia direta n\u00e3o impede a utiliza\u00e7\u00e3o de equipamento de monitora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica pelo condenado, quando assim determinar o juiz da execu\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/span><\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba A aus\u00eancia de vigil\u00e2ncia direta n\u00e3o impede a utiliza\u00e7\u00e3o de equipamento de monitora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica pelo condenado, quando assim determinar o juiz da execu\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<li>2\u00ba N\u00e3o ter\u00e1 direito \u00e0 sa\u00edda tempor\u00e1ria a que se refere o<strong>caput<\/strong>deste artigo o condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo com resultado morte.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2019-2022\/2019\/Lei\/L13964.htm#art4\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 123. A autoriza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 concedida por ato motivado do Juiz da execu\u00e7\u00e3o, ouvidos o Minist\u00e9rio P\u00fablico e a administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria e depender\u00e1 da satisfa\u00e7\u00e3o dos seguintes requisitos:<\/p>\n<p>I &#8211; comportamento adequado;<\/p>\n<p>II &#8211; cumprimento m\u00ednimo de 1\/6 (um sexto) da pena, se o condenado for prim\u00e1rio, e 1\/4 (um quarto), se reincidente;<\/p>\n<p>III &#8211; compatibilidade do benef\u00edcio com os objetivos da pena.<\/p>\n<p>Art. 124. A autoriza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 concedida por prazo n\u00e3o superior a 7 (sete) dias, podendo ser renovada por mais 4 (quatro) vezes durante o ano.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Quando se tratar de freq\u00fc\u00eancia a curso profissionalizante, de instru\u00e7\u00e3o de 2\u00ba grau ou superior, o tempo de sa\u00edda ser\u00e1 o necess\u00e1rio para o cumprimento das atividades discentes.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u> Ao conceder a sa\u00edda tempor\u00e1ria, o juiz impor\u00e1 ao benefici\u00e1rio as seguintes condi\u00e7\u00f5es, entre outras que entender compat\u00edveis com as circunst\u00e2ncias do caso e a situa\u00e7\u00e3o pessoal do condenado:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>I &#8211; fornecimento do endere\u00e7o onde reside a fam\u00edlia a ser visitada ou onde poder\u00e1 ser encontrado durante o gozo do benef\u00edcio;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>II &#8211; recolhimento \u00e0 resid\u00eancia visitada, no per\u00edodo noturno;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>III &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos cong\u00eaneres.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>2<u><sup>o<\/sup><\/u> Quando se tratar de frequ\u00eancia a curso profissionalizante, de instru\u00e7\u00e3o de ensino m\u00e9dio ou superior, o tempo de sa\u00edda ser\u00e1 o necess\u00e1rio para o cumprimento das atividades discentes.\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Renumerado do par\u00e1grafo \u00fanico pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/li>\n<li>3<u><sup>o<\/sup><\/u> Nos demais casos, as autoriza\u00e7\u00f5es de sa\u00edda somente poder\u00e3o ser concedidas com prazo m\u00ednimo de 45 (quarenta e cinco) dias de intervalo entre uma e outra.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 125. O benef\u00edcio ser\u00e1 automaticamente revogado quando o condenado praticar fato definido como crime doloso, for punido por falta grave, desatender as condi\u00e7\u00f5es impostas na autoriza\u00e7\u00e3o ou revelar baixo grau de aproveitamento do curso.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A recupera\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 sa\u00edda tempor\u00e1ria depender\u00e1 da absolvi\u00e7\u00e3o no processo penal, do cancelamento da puni\u00e7\u00e3o disciplinar ou da demonstra\u00e7\u00e3o do merecimento do condenado.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O IV<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Remi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semi-aberto poder\u00e1 remir, pelo trabalho, parte do tempo de execu\u00e7\u00e3o da pena.<\/span><\/p>\n<p>Art. 126.\u00a0 O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poder\u00e1 remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execu\u00e7\u00e3o da pena.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a>.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"text-decoration: line-through;\"> 1\u00ba A contagem do tempo para o fim deste artigo ser\u00e1 feita \u00e0 raz\u00e3o de 1 (um) dia de pena por 3 (tr\u00eas) de trabalho.<\/span><\/li>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u> A contagem de tempo referida no<strong>caput<\/strong>\u00a0ser\u00e1 feita \u00e0 raz\u00e3o de:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>I &#8211; 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequ\u00eancia escolar &#8211; atividade de ensino fundamental, m\u00e9dio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalifica\u00e7\u00e3o profissional &#8211; divididas, no m\u00ednimo, em 3 (tr\u00eas) dias;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/p>\n<p>II &#8211; 1 (um) dia de pena a cada 3 (tr\u00eas) dias de trabalho.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"text-decoration: line-through;\"> 2\u00ba O preso impossibilitado de prosseguir no trabalho, por acidente, continuar\u00e1 a beneficiar-se com a remi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/li>\n<li>2<u><sup>o<\/sup><\/u> As atividades de estudo a que se refere o \u00a7 1<u><sup>o<\/sup><\/u>deste artigo poder\u00e3o ser desenvolvidas de forma presencial ou por metodologia de ensino a dist\u00e2ncia e dever\u00e3o ser certificadas pelas autoridades educacionais competentes dos cursos frequentados.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/li>\n<li><span style=\"text-decoration: line-through;\"> 3\u00ba A remi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 declarada pelo Juiz da execu\u00e7\u00e3o, ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/span><\/li>\n<li>3<u><sup>o<\/sup><\/u> Para fins de cumula\u00e7\u00e3o dos casos de remi\u00e7\u00e3o, as horas di\u00e1rias de trabalho e de estudo ser\u00e3o definidas de forma a se compatibilizarem.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/li>\n<li>4<u><sup>o<\/sup><\/u> O preso impossibilitado, por acidente, de prosseguir no trabalho ou nos estudos continuar\u00e1 a beneficiar-se com a remi\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0 .<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/li>\n<li>5<u><sup>o<\/sup><\/u> O tempo a remir em fun\u00e7\u00e3o das horas de estudo ser\u00e1 acrescido de 1\/3 (um ter\u00e7o) no caso de conclus\u00e3o do ensino fundamental, m\u00e9dio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo \u00f3rg\u00e3o competente do sistema de educa\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/li>\n<li>6<u><sup>o<\/sup><\/u> O condenado que cumpre pena em regime aberto ou semiaberto e o que usufrui liberdade condicional poder\u00e3o remir, pela frequ\u00eancia a curso de ensino regular ou de educa\u00e7\u00e3o profissional, parte do tempo de execu\u00e7\u00e3o da pena ou do per\u00edodo de prova, observado o disposto no inciso I do \u00a7 1<u><sup>o<\/sup><\/u>deste artigo.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/li>\n<li>7<u><sup>o<\/sup><\/u> O disposto neste artigo aplica-se \u00e0s hip\u00f3teses de pris\u00e3o cautelar.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0 .<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/li>\n<li>8<u><sup>o<\/sup><\/u> A remi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 declarada pelo juiz da execu\u00e7\u00e3o, ouvidos o Minist\u00e9rio P\u00fablico e a defesa. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 127. O condenado que for punido por falta grave perder\u00e1 o direito ao tempo remido, come\u00e7ando o novo per\u00edodo a partir da data da infra\u00e7\u00e3o disciplinar.<\/span><\/p>\n<p>Art. 127.\u00a0 Em caso de falta grave, o juiz poder\u00e1 revogar at\u00e9 1\/3 (um ter\u00e7o) do tempo remido, observado o disposto no art. 57, recome\u00e7ando a contagem a partir da data da infra\u00e7\u00e3o disciplinar.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 128. O tempo remido ser\u00e1 computado para a concess\u00e3o de livramento condicional e indulto.<\/span><\/p>\n<p>Art. 128.\u00a0 O tempo remido ser\u00e1 computado como pena cumprida, para todos os efeitos.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 129. A autoridade administrativa encaminhar\u00e1 mensalmente ao Ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o c\u00f3pia do registro de todos os condenados que estejam trabalhando e dos dias de trabalho de cada um deles.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 129.\u00a0 A autoridade administrativa encaminhar\u00e1, mensalmente, ao Ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e \u00e0 Defensoria P\u00fablica c\u00f3pia do registro de todos os condenados que estejam trabalhando e dos dias de trabalho de cada um deles.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Ao condenado dar-se-\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de seus dias remidos.<\/span><\/p>\n<p>Art. 129.\u00a0 A autoridade administrativa encaminhar\u00e1 mensalmente ao ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o c\u00f3pia do registro de todos os condenados que estejam trabalhando ou estudando, com informa\u00e7\u00e3o dos dias de trabalho ou das horas de frequ\u00eancia escolar ou de atividades de ensino de cada um deles.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u> O condenado autorizado a estudar fora do estabelecimento penal dever\u00e1 comprovar mensalmente, por meio de declara\u00e7\u00e3o da respectiva unidade de ensino, a frequ\u00eancia e o aproveitamento escolar. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/li>\n<li>2<u><sup>o<\/sup><\/u> Ao condenado dar-se-\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o de seus dias remidos.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12433.htm#art1\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 130. Constitui o crime do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art299\">artigo 299 do C\u00f3digo Penal<\/a>\u00a0declarar ou atestar falsamente presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o para fim de instruir pedido de remi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O V<\/strong><\/p>\n<p><strong>Do Livramento Condicional<\/strong><\/p>\n<p>Art. 131. O livramento condicional poder\u00e1 ser concedido pelo Juiz da execu\u00e7\u00e3o, presentes os requisitos do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art83\">artigo 83, incisos e par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo Penal<\/a>, ouvidos o Minist\u00e9rio P\u00fablico e Conselho Penitenci\u00e1rio.<\/p>\n<p>Art. 132. Deferido o pedido, o Juiz especificar\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es a que fica subordinado o livramento.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba Ser\u00e3o sempre impostas ao liberado condicional as obriga\u00e7\u00f5es seguintes:<\/li>\n<\/ul>\n<ol>\n<li>a) obter ocupa\u00e7\u00e3o l\u00edcita, dentro de prazo razo\u00e1vel se for apto para o trabalho;<\/li>\n<li>b) comunicar periodicamente ao Juiz sua ocupa\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>c) n\u00e3o mudar do territ\u00f3rio da comarca do Ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o deste.<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>2\u00b0 Poder\u00e3o ainda ser impostas ao liberado condicional, entre outras obriga\u00e7\u00f5es, as seguintes:<\/li>\n<\/ul>\n<ol>\n<li>a) n\u00e3o mudar de resid\u00eancia sem comunica\u00e7\u00e3o ao Juiz e \u00e0 autoridade incumbida da observa\u00e7\u00e3o cautelar e de prote\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>b) recolher-se \u00e0 habita\u00e7\u00e3o em hora fixada;<\/li>\n<li>c) n\u00e3o freq\u00fcentar determinados lugares.<\/li>\n<li>d)(<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Msg\/VEP-310-10.htm\">VETADO<\/a>)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>Art. 133. Se for permitido ao liberado residir fora da comarca do Ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, remeter-se-\u00e1 c\u00f3pia da senten\u00e7a do livramento ao Ju\u00edzo do lugar para onde ele se houver transferido e \u00e0 autoridade incumbida da observa\u00e7\u00e3o cautelar e de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 134. O liberado ser\u00e1 advertido da obriga\u00e7\u00e3o de apresentar-se imediatamente \u00e0s autoridades referidas no artigo anterior.<\/p>\n<p>Art. 135. Reformada a senten\u00e7a denegat\u00f3ria do livramento, os autos baixar\u00e3o ao Ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, para as provid\u00eancias cab\u00edveis.<\/p>\n<p>Art. 136. Concedido o benef\u00edcio, ser\u00e1 expedida a carta de livramento com a c\u00f3pia integral da senten\u00e7a em 2 (duas) vias, remetendo-se uma \u00e0 autoridade administrativa incumbida da execu\u00e7\u00e3o e outra ao Conselho Penitenci\u00e1rio.<\/p>\n<p>Art. 137. A cerim\u00f4nia do livramento condicional ser\u00e1 realizada solenemente no dia marcado pelo Presidente do Conselho Penitenci\u00e1rio, no estabelecimento onde est\u00e1 sendo cumprida a pena, observando-se o seguinte:<\/p>\n<p>I &#8211; a senten\u00e7a ser\u00e1 lida ao liberando, na presen\u00e7a dos demais condenados, pelo Presidente do Conselho Penitenci\u00e1rio ou membro por ele designado, ou, na falta, pelo Juiz;<\/p>\n<p>II &#8211; a autoridade administrativa chamar\u00e1 a aten\u00e7\u00e3o do liberando para as condi\u00e7\u00f5es impostas na senten\u00e7a de livramento;<\/p>\n<p>III &#8211; o liberando declarar\u00e1 se aceita as condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba De tudo em livro pr\u00f3prio, ser\u00e1 lavrado termo subscrito por quem presidir a cerim\u00f4nia e pelo liberando, ou algu\u00e9m a seu rogo, se n\u00e3o souber ou n\u00e3o puder escrever.<\/li>\n<li>2\u00ba C\u00f3pia desse termo dever\u00e1 ser remetida ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 138. Ao sair o liberado do estabelecimento penal, ser-lhe-\u00e1 entregue, al\u00e9m do saldo de seu pec\u00falio e do que lhe pertencer, uma caderneta, que exibir\u00e1 \u00e0 autoridade judici\u00e1ria ou administrativa, sempre que lhe for exigida.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba A caderneta conter\u00e1:<\/li>\n<\/ul>\n<ol>\n<li>a) a identifica\u00e7\u00e3o do liberado;<\/li>\n<li>b) o texto impresso do presente Cap\u00edtulo;<\/li>\n<li>c) as condi\u00e7\u00f5es impostas.<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>2\u00ba Na falta de caderneta, ser\u00e1 entregue ao liberado um salvo-conduto, em que constem as condi\u00e7\u00f5es do livramento, podendo substituir-se a ficha de identifica\u00e7\u00e3o ou o seu retrato pela descri\u00e7\u00e3o dos sinais que possam identific\u00e1-lo.<\/li>\n<li>3\u00ba Na caderneta e no salvo-conduto dever\u00e1 haver espa\u00e7o para consignar-se o cumprimento das condi\u00e7\u00f5es referidas no artigo 132 desta Lei.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 139. A observa\u00e7\u00e3o cautelar e a prote\u00e7\u00e3o realizadas por servi\u00e7o social penitenci\u00e1rio, Patronato ou Conselho da Comunidade ter\u00e3o a finalidade de:<\/p>\n<p>I &#8211; fazer observar o cumprimento das condi\u00e7\u00f5es especificadas na senten\u00e7a concessiva do benef\u00edcio;<\/p>\n<p>II &#8211; proteger o benefici\u00e1rio, orientando-o na execu\u00e7\u00e3o de suas obriga\u00e7\u00f5es e auxiliando-o na obten\u00e7\u00e3o de atividade laborativa.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A entidade encarregada da observa\u00e7\u00e3o cautelar e da prote\u00e7\u00e3o do liberado apresentar\u00e1 relat\u00f3rio ao Conselho Penitenci\u00e1rio, para efeito da representa\u00e7\u00e3o prevista nos artigos 143 e 144 desta Lei.<\/p>\n<p>Art. 140. A revoga\u00e7\u00e3o do livramento condicional dar-se-\u00e1 nas hip\u00f3teses previstas nos a<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art86\">rtigos 86 e 87 do C\u00f3digo Penal<\/a>.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Mantido o livramento condicional, na hip\u00f3tese da revoga\u00e7\u00e3o facultativa, o Juiz dever\u00e1 advertir o liberado ou agravar as condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Art. 141. Se a revoga\u00e7\u00e3o for motivada por infra\u00e7\u00e3o penal anterior \u00e0 vig\u00eancia do livramento, computar-se-\u00e1 como tempo de cumprimento da pena o per\u00edodo de prova, sendo permitida, para a concess\u00e3o de novo livramento, a soma do tempo das 2 (duas) penas.<\/p>\n<p>Art. 142. No caso de revoga\u00e7\u00e3o por outro motivo, n\u00e3o se computar\u00e1 na pena o tempo em que esteve solto o liberado, e tampouco se conceder\u00e1, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mesma pena, novo livramento.<\/p>\n<p>Art. 143. A revoga\u00e7\u00e3o ser\u00e1 decretada a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, mediante representa\u00e7\u00e3o do Conselho Penitenci\u00e1rio, ou, de of\u00edcio, pelo Juiz, ouvido o liberado.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 144. O Juiz, de of\u00edcio, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, ou mediante representa\u00e7\u00e3o do Conselho Penitenci\u00e1rio, e ouvido o liberado, poder\u00e1 modificar as condi\u00e7\u00f5es especificadas na senten\u00e7a, devendo o respectivo ato decis\u00f3rio ser lido ao liberado por uma das autoridades ou funcion\u00e1rios indicados no inciso I, do artigo 137, desta Lei, observado o disposto nos incisos II e III e \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do mesmo artigo.<\/span><\/p>\n<p>Art. 144.\u00a0 O Juiz, de of\u00edcio, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, da Defensoria P\u00fablica ou mediante representa\u00e7\u00e3o do Conselho Penitenci\u00e1rio, e ouvido o liberado, poder\u00e1 modificar as condi\u00e7\u00f5es especificadas na senten\u00e7a, devendo o respectivo ato decis\u00f3rio ser lido ao liberado por uma das autoridades ou funcion\u00e1rios indicados no inciso I do\u00a0<strong>caput<\/strong>\u00a0do art. 137 desta Lei, observado o disposto nos incisos II e III e \u00a7\u00a7 1<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0e 2<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0do mesmo artigo.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>Art. 145. Praticada pelo liberado outra infra\u00e7\u00e3o penal, o Juiz poder\u00e1 ordenar a sua pris\u00e3o, ouvidos o Conselho Penitenci\u00e1rio e o Minist\u00e9rio P\u00fablico, suspendendo o curso do livramento condicional, cuja revoga\u00e7\u00e3o, entretanto, ficar\u00e1 dependendo da decis\u00e3o final.<\/p>\n<p>Art. 146. O Juiz, de of\u00edcio, a requerimento do interessado, do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou mediante representa\u00e7\u00e3o do Conselho Penitenci\u00e1rio, julgar\u00e1 extinta a pena privativa de liberdade, se expirar o prazo do livramento sem revoga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Se\u00e7\u00e3o VI<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Monitora\u00e7\u00e3o Eletr\u00f4nica\u00a0<\/strong><br \/><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>Art. 146-A.\u00a0 (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Msg\/VEP-310-10.htm\">VETADO<\/a>).\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>Art. 146-B.\u00a0 O juiz poder\u00e1 definir a fiscaliza\u00e7\u00e3o por meio da monitora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica quando:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>I &#8211; (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Msg\/VEP-310-10.htm\">VETADO<\/a>);\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>II &#8211; autorizar a sa\u00edda tempor\u00e1ria no regime semiaberto;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>III &#8211; (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Msg\/VEP-310-10.htm\">VETADO<\/a>);\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>IV &#8211; determinar a pris\u00e3o domiciliar;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>V &#8211; (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Msg\/VEP-310-10.htm\">VETADO<\/a>);\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico.\u00a0 (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Msg\/VEP-310-10.htm\">VETADO<\/a>).\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>Art. 146-C.\u00a0 O condenado ser\u00e1 instru\u00eddo acerca dos cuidados que dever\u00e1 adotar com o equipamento eletr\u00f4nico e dos seguintes deveres:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>I &#8211; receber visitas do servidor respons\u00e1vel pela monitora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, responder aos seus contatos e cumprir suas orienta\u00e7\u00f5es;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>II &#8211; abster-se de remover, de violar, de modificar, de danificar de qualquer forma o dispositivo de monitora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica ou de permitir que outrem o fa\u00e7a; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>III &#8211; (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Msg\/VEP-310-10.htm\">VETADO<\/a>);\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico.\u00a0 A viola\u00e7\u00e3o comprovada dos deveres previstos neste artigo poder\u00e1 acarretar, a crit\u00e9rio do juiz da execu\u00e7\u00e3o, ouvidos o Minist\u00e9rio P\u00fablico e a defesa:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>I &#8211; a regress\u00e3o do regime;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>II &#8211; a revoga\u00e7\u00e3o da autoriza\u00e7\u00e3o de sa\u00edda tempor\u00e1ria;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>III &#8211; (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Msg\/VEP-310-10.htm\">VETADO<\/a>);\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>IV &#8211; (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Msg\/VEP-310-10.htm\">VETADO<\/a>);\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>V &#8211; (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Msg\/VEP-310-10.htm\">VETADO<\/a>);\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>VI &#8211; a revoga\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o domiciliar;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>VII &#8211; advert\u00eancia, por escrito, para todos os casos em que o juiz da execu\u00e7\u00e3o decida n\u00e3o aplicar alguma das medidas previstas nos incisos de I a VI deste par\u00e1grafo.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>Art. 146-D.\u00a0 A monitora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica poder\u00e1 ser revogada:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>I &#8211; quando se tornar desnecess\u00e1ria ou inadequada;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>II &#8211; se o acusado ou condenado violar os deveres a que estiver sujeito durante a sua vig\u00eancia ou cometer falta grave.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12258.htm#art2\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.258, de 2010)<\/a><\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO II<\/p>\n<p>Das Penas Restritivas de Direitos<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O I<\/strong><\/p>\n<p><strong>Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/strong><\/p>\n<p>Art. 147. Transitada em julgado a senten\u00e7a que aplicou a pena restritiva de direitos, o Juiz da execu\u00e7\u00e3o, de of\u00edcio ou a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, promover\u00e1 a execu\u00e7\u00e3o, podendo, para tanto, requisitar, quando necess\u00e1rio, a colabora\u00e7\u00e3o de entidades p\u00fablicas ou solicit\u00e1-la a particulares.<\/p>\n<p>Art. 148. Em qualquer fase da execu\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 o Juiz, motivadamente, alterar, a forma de cumprimento das penas de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade e de limita\u00e7\u00e3o de fim de semana, ajustando-as \u00e0s condi\u00e7\u00f5es pessoais do condenado e \u00e0s caracter\u00edsticas do estabelecimento, da entidade ou do programa comunit\u00e1rio ou estatal.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O II<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os \u00e0 Comunidade<\/strong><\/p>\n<p>Art. 149. Caber\u00e1 ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>I &#8211; designar a entidade ou programa comunit\u00e1rio ou estatal, devidamente credenciado ou convencionado, junto ao qual o condenado dever\u00e1 trabalhar gratuitamente, de acordo com as suas aptid\u00f5es;<\/p>\n<p>II &#8211; determinar a intima\u00e7\u00e3o do condenado, cientificando-o da entidade, dias e hor\u00e1rio em que dever\u00e1 cumprir a pena;<\/p>\n<p>III &#8211; alterar a forma de execu\u00e7\u00e3o, a fim de ajust\u00e1-la \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es ocorridas na jornada de trabalho.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba o trabalho ter\u00e1 a dura\u00e7\u00e3o de 8 (oito) horas semanais e ser\u00e1 realizado aos s\u00e1bados, domingos e feriados, ou em dias \u00fateis, de modo a n\u00e3o prejudicar a jornada normal de trabalho, nos hor\u00e1rios estabelecidos pelo Juiz.<\/li>\n<li>2\u00ba A execu\u00e7\u00e3o ter\u00e1 in\u00edcio a partir da data do primeiro comparecimento.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 150. A entidade beneficiada com a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os encaminhar\u00e1 mensalmente, ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o, relat\u00f3rio circunstanciado das atividades do condenado, bem como, a qualquer tempo, comunica\u00e7\u00e3o sobre aus\u00eancia ou falta disciplinar.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O III<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Limita\u00e7\u00e3o de Fim de Semana<\/strong><\/p>\n<p>Art. 151. Caber\u00e1 ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o determinar a intima\u00e7\u00e3o do condenado, cientificando-o do local, dias e hor\u00e1rio em que dever\u00e1 cumprir a pena.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A execu\u00e7\u00e3o ter\u00e1 in\u00edcio a partir da data do primeiro comparecimento.<\/p>\n<p>Art. 152. Poder\u00e3o ser ministrados ao condenado, durante o tempo de perman\u00eancia, cursos e palestras, ou atribu\u00eddas atividades educativas.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico.\u00a0 Nos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher, o juiz poder\u00e1 determinar o comparecimento obrigat\u00f3rio do agressor a programas de recupera\u00e7\u00e3o e reeduca\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2006\/Lei\/L11340.htm#art45\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.340, de 2006)<\/a><\/p>\n<p>Art. 153. O estabelecimento designado encaminhar\u00e1, mensalmente, ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o, relat\u00f3rio, bem assim comunicar\u00e1, a qualquer tempo, a aus\u00eancia ou falta disciplinar do condenado.<\/p>\n<p><strong>SE\u00c7\u00c3O IV<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da Interdi\u00e7\u00e3o Tempor\u00e1ria de Direitos<\/strong><\/p>\n<p>Art. 154. Caber\u00e1 ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o comunicar \u00e0 autoridade competente a pena aplicada, determinada a intima\u00e7\u00e3o do condenado.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba Na hip\u00f3tese de pena de interdi\u00e7\u00e3o do<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art47i\">artigo 47, inciso I, do C\u00f3digo Penal<\/a>, a autoridade dever\u00e1, em 24 (vinte e quatro) horas, contadas do recebimento do of\u00edcio, baixar ato, a partir do qual a execu\u00e7\u00e3o ter\u00e1 seu in\u00edcio.<\/li>\n<li>2\u00ba Nas hip\u00f3teses do<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art47ii\">artigo 47, incisos II e III, do C\u00f3digo Penal<\/a>, o Ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o determinar\u00e1 a apreens\u00e3o dos documentos, que autorizam o exerc\u00edcio do direito interditado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 155. A autoridade dever\u00e1 comunicar imediatamente ao Juiz da execu\u00e7\u00e3o o descumprimento da pena.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A comunica\u00e7\u00e3o prevista neste artigo poder\u00e1 ser feita por qualquer prejudicado.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO III<\/p>\n<p>Da Suspens\u00e3o Condicional<\/p>\n<p>Art. 156. O Juiz poder\u00e1 suspender, pelo per\u00edodo de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, a execu\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade, n\u00e3o superior a 2 (dois) anos, na forma prevista nos\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art77\">artigos 77 a 82 do C\u00f3digo Penal.<\/a><\/p>\n<p>Art. 157. O Juiz ou Tribunal, na senten\u00e7a que aplicar pena privativa de liberdade, na situa\u00e7\u00e3o determinada no artigo anterior, dever\u00e1 pronunciar-se, motivadamente, sobre a suspens\u00e3o condicional, quer a conceda, quer a denegue.<\/p>\n<p>Art. 158. Concedida a suspens\u00e3o, o Juiz especificar\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es a que fica sujeito o condenado, pelo prazo fixado, come\u00e7ando este a correr da audi\u00eancia prevista no artigo 160 desta Lei.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00b0 As condi\u00e7\u00f5es ser\u00e3o adequadas ao fato e \u00e0 situa\u00e7\u00e3o pessoal do condenado, devendo ser inclu\u00edda entre as mesmas a de prestar servi\u00e7os \u00e0 comunidade, ou limita\u00e7\u00e3o de fim de semana, salvo hip\u00f3tese do<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art78%C2%A72\">artigo 78, \u00a7 2\u00ba, do C\u00f3digo Penal<\/a>.<\/li>\n<li>2\u00ba O Juiz poder\u00e1, a qualquer tempo, de of\u00edcio, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou mediante proposta do Conselho Penitenci\u00e1rio, modificar as condi\u00e7\u00f5es e regras estabelecidas na senten\u00e7a, ouvido o condenado.<\/li>\n<li>3\u00ba A fiscaliza\u00e7\u00e3o do cumprimento das condi\u00e7\u00f5es, reguladas nos Estados, Territ\u00f3rios e Distrito Federal por normas supletivas, ser\u00e1 atribu\u00edda a servi\u00e7o social penitenci\u00e1rio, Patronato, Conselho da Comunidade ou institui\u00e7\u00e3o beneficiada com a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, inspecionados pelo Conselho Penitenci\u00e1rio, pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, ou ambos, devendo o Juiz da execu\u00e7\u00e3o suprir, por ato, a falta das normas supletivas.<\/li>\n<li>4\u00ba O benefici\u00e1rio, ao comparecer periodicamente \u00e0 entidade fiscalizadora, para comprovar a observ\u00e2ncia das condi\u00e7\u00f5es a que est\u00e1 sujeito, comunicar\u00e1, tamb\u00e9m, a sua ocupa\u00e7\u00e3o e os sal\u00e1rios ou proventos de que vive.<\/li>\n<li>5\u00ba A entidade fiscalizadora dever\u00e1 comunicar imediatamente ao \u00f3rg\u00e3o de inspe\u00e7\u00e3o, para os fins legais, qualquer fato capaz de acarretar a revoga\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio, a prorroga\u00e7\u00e3o do prazo ou a modifica\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>6\u00ba Se for permitido ao benefici\u00e1rio mudar-se, ser\u00e1 feita comunica\u00e7\u00e3o ao Juiz e \u00e0 entidade fiscalizadora do local da nova resid\u00eancia, aos quais o primeiro dever\u00e1 apresentar-se imediatamente.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 159. Quando a suspens\u00e3o condicional da pena for concedida por Tribunal, a este caber\u00e1 estabelecer as condi\u00e7\u00f5es do benef\u00edcio.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba De igual modo proceder-se-\u00e1 quando o Tribunal modificar as condi\u00e7\u00f5es estabelecidas na senten\u00e7a recorrida.<\/li>\n<li>2\u00ba O Tribunal, ao conceder a suspens\u00e3o condicional da pena, poder\u00e1, todavia, conferir ao Ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o a incumb\u00eancia de estabelecer as condi\u00e7\u00f5es do benef\u00edcio, e, em qualquer caso, a de realizar a audi\u00eancia admonit\u00f3ria.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 160. Transitada em julgado a senten\u00e7a condenat\u00f3ria, o Juiz a ler\u00e1 ao condenado, em audi\u00eancia, advertindo-o das conseq\u00fc\u00eancias de nova infra\u00e7\u00e3o penal e do descumprimento das condi\u00e7\u00f5es impostas.<\/p>\n<p>Art. 161. Se, intimado pessoalmente ou por edital com prazo de 20 (vinte) dias, o r\u00e9u n\u00e3o comparecer injustificadamente \u00e0 audi\u00eancia admonit\u00f3ria, a suspens\u00e3o ficar\u00e1 sem efeito e ser\u00e1 executada imediatamente a pena.<\/p>\n<p>Art. 162. A revoga\u00e7\u00e3o da suspens\u00e3o condicional da pena e a prorroga\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de prova dar-se-\u00e3o na forma do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art81\">artigo 81 e respectivos par\u00e1grafos do C\u00f3digo Penal<\/a>.<\/p>\n<p>Art. 163. A senten\u00e7a condenat\u00f3ria ser\u00e1 registrada, com a nota de suspens\u00e3o em livro especial do Ju\u00edzo a que couber a execu\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba Revogada a suspens\u00e3o ou extinta a pena, ser\u00e1 o fato averbado \u00e0 margem do registro.<\/li>\n<li>2\u00ba O registro e a averba\u00e7\u00e3o ser\u00e3o sigilosos, salvo para efeito de informa\u00e7\u00f5es requisitadas por \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio ou pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, para instruir processo penal.<\/li>\n<\/ul>\n<p>CAP\u00cdTULO IV<\/p>\n<p>Da Pena de Multa<\/p>\n<p>Art. 164. Extra\u00edda certid\u00e3o da senten\u00e7a condenat\u00f3ria com tr\u00e2nsito em julgado, que valer\u00e1 como t\u00edtulo executivo judicial, o Minist\u00e9rio P\u00fablico requerer\u00e1, em autos apartados, a cita\u00e7\u00e3o do condenado para, no prazo de 10 (dez) dias, pagar o valor da multa ou nomear bens \u00e0 penhora.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba Decorrido o prazo sem o pagamento da multa, ou o dep\u00f3sito da respectiva import\u00e2ncia, proceder-se-\u00e1 \u00e0 penhora de tantos bens quantos bastem para garantir a execu\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>2\u00ba A nomea\u00e7\u00e3o de bens \u00e0 penhora e a posterior execu\u00e7\u00e3o seguir\u00e3o o que dispuser a lei processual civil.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 165. Se a penhora recair em bem im\u00f3vel, os autos apartados ser\u00e3o remetidos ao Ju\u00edzo C\u00edvel para prosseguimento.<\/p>\n<p>Art. 166. Recaindo a penhora em outros bens, dar-se-\u00e1 prosseguimento nos termos do \u00a7 2\u00ba do artigo 164, desta Lei.<\/p>\n<p>Art. 167. A execu\u00e7\u00e3o da pena de multa ser\u00e1 suspensa quando sobrevier ao condenado doen\u00e7a mental (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art52\">artigo 52 do C\u00f3digo Penal<\/a>).<\/p>\n<p>Art. 168. O Juiz poder\u00e1 determinar que a cobran\u00e7a da multa se efetue mediante desconto no vencimento ou sal\u00e1rio do condenado, nas hip\u00f3teses do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art50%C2%A71\">artigo 50, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal<\/a>, observando-se o seguinte:<\/p>\n<p>I &#8211; o limite m\u00e1ximo do desconto mensal ser\u00e1 o da quarta parte da remunera\u00e7\u00e3o e o m\u00ednimo o de um d\u00e9cimo;<\/p>\n<p>II &#8211; o desconto ser\u00e1 feito mediante ordem do Juiz a quem de direito;<\/p>\n<p>III &#8211; o respons\u00e1vel pelo desconto ser\u00e1 intimado a recolher mensalmente, at\u00e9 o dia fixado pelo Juiz, a import\u00e2ncia determinada.<\/p>\n<p>Art. 169. At\u00e9 o t\u00e9rmino do prazo a que se refere o artigo 164 desta Lei, poder\u00e1 o condenado requerer ao Juiz o pagamento da multa em presta\u00e7\u00f5es mensais, iguais e sucessivas.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00b0 O Juiz, antes de decidir, poder\u00e1 determinar dilig\u00eancias para verificar a real situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do condenado e, ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico, fixar\u00e1 o n\u00famero de presta\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>2\u00ba Se o condenado for impontual ou se melhorar de situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o Juiz, de of\u00edcio ou a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, revogar\u00e1 o benef\u00edcio executando-se a multa, na forma prevista neste Cap\u00edtulo, ou prosseguindo-se na execu\u00e7\u00e3o j\u00e1 iniciada.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 170. Quando a pena de multa for aplicada cumulativamente com pena privativa da liberdade, enquanto esta estiver sendo executada, poder\u00e1 aquela ser cobrada mediante desconto na remunera\u00e7\u00e3o do condenado (artigo 168).<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba Se o condenado cumprir a pena privativa de liberdade ou obtiver livramento condicional, sem haver resgatado a multa, far-se-\u00e1 a cobran\u00e7a nos termos deste Cap\u00edtulo.<\/li>\n<li>2\u00ba Aplicar-se-\u00e1 o disposto no par\u00e1grafo anterior aos casos em que for concedida a suspens\u00e3o condicional da pena.<\/li>\n<\/ul>\n<p>T\u00cdTULO VI<\/p>\n<p>Da Execu\u00e7\u00e3o das Medidas de Seguran\u00e7a<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO I<\/p>\n<p>Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/p>\n<p>Art. 171. Transitada em julgado a senten\u00e7a que aplicar medida de seguran\u00e7a, ser\u00e1 ordenada a expedi\u00e7\u00e3o de guia para a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 172. Ningu\u00e9m ser\u00e1 internado em Hospital de Cust\u00f3dia e Tratamento Psiqui\u00e1trico, ou submetido a tratamento ambulatorial, para cumprimento de medida de seguran\u00e7a, sem a guia expedida pela autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<p>Art. 173. A guia de internamento ou de tratamento ambulatorial, extra\u00edda pelo escriv\u00e3o, que a rubricar\u00e1 em todas as folhas e a subscrever\u00e1 com o Juiz, ser\u00e1 remetida \u00e0 autoridade administrativa incumbida da execu\u00e7\u00e3o e conter\u00e1:<\/p>\n<p>I &#8211; a qualifica\u00e7\u00e3o do agente e o n\u00famero do registro geral do \u00f3rg\u00e3o oficial de identifica\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>II &#8211; o inteiro teor da den\u00fancia e da senten\u00e7a que tiver aplicado a medida de seguran\u00e7a, bem como a certid\u00e3o do tr\u00e2nsito em julgado;<\/p>\n<p>III &#8211; a data em que terminar\u00e1 o prazo m\u00ednimo de interna\u00e7\u00e3o, ou do tratamento ambulatorial;<\/p>\n<p>IV &#8211; outras pe\u00e7as do processo reputadas indispens\u00e1veis ao adequado tratamento ou internamento.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00b0 Ao Minist\u00e9rio P\u00fablico ser\u00e1 dada ci\u00eancia da guia de recolhimento e de sujei\u00e7\u00e3o a tratamento.<\/li>\n<li>2\u00b0 A guia ser\u00e1 retificada sempre que sobrevier modifica\u00e7\u00f5es quanto ao prazo de execu\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 174. Aplicar-se-\u00e1, na execu\u00e7\u00e3o da medida de seguran\u00e7a, naquilo que couber, o disposto nos artigos 8\u00b0 e 9\u00b0 desta Lei.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO II<\/p>\n<p>Da Cessa\u00e7\u00e3o da Periculosidade<\/p>\n<p>Art. 175. A cessa\u00e7\u00e3o da periculosidade ser\u00e1 averiguada no fim do prazo m\u00ednimo de dura\u00e7\u00e3o da medida de seguran\u00e7a, pelo exame das condi\u00e7\u00f5es pessoais do agente, observando-se o seguinte:<\/p>\n<p>I &#8211; a autoridade administrativa, at\u00e9 1 (um) m\u00eas antes de expirar o prazo de dura\u00e7\u00e3o m\u00ednima da medida, remeter\u00e1 ao Juiz minucioso relat\u00f3rio que o habilite a resolver sobre a revoga\u00e7\u00e3o ou perman\u00eancia da medida;<\/p>\n<p>II &#8211; o relat\u00f3rio ser\u00e1 instru\u00eddo com o laudo psiqui\u00e1trico;<\/p>\n<p>III &#8211; juntado aos autos o relat\u00f3rio ou realizadas as dilig\u00eancias, ser\u00e3o ouvidos, sucessivamente, o Minist\u00e9rio P\u00fablico e o curador ou defensor, no prazo de 3 (tr\u00eas) dias para cada um;<\/p>\n<p>IV &#8211; o Juiz nomear\u00e1 curador ou defensor para o agente que n\u00e3o o tiver;<\/p>\n<p>V &#8211; o Juiz, de of\u00edcio ou a requerimento de qualquer das partes, poder\u00e1 determinar novas dilig\u00eancias, ainda que expirado o prazo de dura\u00e7\u00e3o m\u00ednima da medida de seguran\u00e7a;<\/p>\n<p>VI &#8211; ouvidas as partes ou realizadas as dilig\u00eancias a que se refere o inciso anterior, o Juiz proferir\u00e1 a sua decis\u00e3o, no prazo de 5 (cinco) dias.<\/p>\n<p>Art. 176. Em qualquer tempo, ainda no decorrer do prazo m\u00ednimo de dura\u00e7\u00e3o da medida de seguran\u00e7a, poder\u00e1 o Juiz da execu\u00e7\u00e3o, diante de requerimento fundamentado do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou do interessado, seu procurador ou defensor, ordenar o exame para que se verifique a cessa\u00e7\u00e3o da periculosidade, procedendo-se nos termos do artigo anterior.<\/p>\n<p>Art. 177. Nos exames sucessivos para verificar-se a cessa\u00e7\u00e3o da periculosidade, observar-se-\u00e1, no que lhes for aplic\u00e1vel, o disposto no artigo anterior.<\/p>\n<p>Art. 178. Nas hip\u00f3teses de desinterna\u00e7\u00e3o ou de libera\u00e7\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art97%C2%A73\">artigo 97, \u00a7 3\u00ba, do C\u00f3digo Penal<\/a>), aplicar-se-\u00e1 o disposto nos artigos 132 e 133 desta Lei.<\/p>\n<p>Art. 179. Transitada em julgado a senten\u00e7a, o Juiz expedir\u00e1 ordem para a desinterna\u00e7\u00e3o ou a libera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>T\u00cdTULO VII<\/p>\n<p>Dos Incidentes de Execu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO I<\/p>\n<p>Das Convers\u00f5es<\/p>\n<p>Art. 180. A pena privativa de liberdade, n\u00e3o superior a 2 (dois) anos, poder\u00e1 ser convertida em restritiva de direitos, desde que:<\/p>\n<p>I &#8211; o condenado a esteja cumprindo em regime aberto;<\/p>\n<p>II &#8211; tenha sido cumprido pelo menos 1\/4 (um quarto) da pena;<\/p>\n<p>III &#8211; os antecedentes e a personalidade do condenado indiquem ser a convers\u00e3o recomend\u00e1vel.<\/p>\n<p>Art. 181. A pena restritiva de direitos ser\u00e1 convertida em privativa de liberdade nas hip\u00f3teses e na forma do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art45\">artigo 45 e seus incisos do C\u00f3digo Penal<\/a>.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba A pena de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade ser\u00e1 convertida quando o condenado:<\/li>\n<\/ul>\n<ol>\n<li>a) n\u00e3o for encontrado por estar em lugar incerto e n\u00e3o sabido, ou desatender a intima\u00e7\u00e3o por edital;<\/li>\n<li>b) n\u00e3o comparecer, injustificadamente, \u00e0 entidade ou programa em que deva prestar servi\u00e7o;<\/li>\n<li>c) recusar-se, injustificadamente, a prestar o servi\u00e7o que lhe foi imposto;<\/li>\n<li>d) praticar falta grave;<\/li>\n<li>e) sofrer condena\u00e7\u00e3o por outro crime \u00e0 pena privativa de liberdade, cuja execu\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sido suspensa.<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>2\u00ba A pena de limita\u00e7\u00e3o de fim de semana ser\u00e1 convertida quando o condenado n\u00e3o comparecer ao estabelecimento designado para o cumprimento da pena, recusar-se a exercer a atividade determinada pelo Juiz ou se ocorrer qualquer das hip\u00f3teses das letras &#8220;a&#8221;, &#8220;d&#8221; e &#8220;e&#8221; do par\u00e1grafo anterior.<\/li>\n<li>3\u00ba A pena de interdi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de direitos ser\u00e1 convertida quando o condenado exercer, injustificadamente, o direito interditado ou se ocorrer qualquer das hip\u00f3teses das letras &#8220;a&#8221; e &#8220;e&#8221;, do \u00a7 1\u00ba, deste artigo.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Art. 182.\u00a0<span style=\"text-decoration: line-through;\">A pena de multa ser\u00e1 convertida em deten\u00e7\u00e3o, na forma prevista pelo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#art51\">artigo 51 do C\u00f3digo Penal<\/a><\/span>.<em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L9268.htm#art3\">(Revogado pela Lei n\u00ba 9.268, de 1996)<\/a><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\">1\u00ba<span style=\"text-decoration: line-through;\">Na convers\u00e3o, a cada dia-multa corresponder\u00e1 1 (um) dia de deten\u00e7\u00e3o, cujo tempo de dura\u00e7\u00e3o n\u00e3o poder\u00e1 ser superior a 1 (um) ano.<\/span><em> \u00a0\u00a0\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L9268.htm#art3\">(Revogado pela Lei n\u00ba 9.268, de 1996)<\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">2\u00ba<span style=\"text-decoration: line-through;\">A convers\u00e3o tornar-se-\u00e1 sem efeito se, a qualquer tempo, for paga a multa.<\/span><em>\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L9268.htm#art3\">(Revogado pela Lei n\u00ba 9.268, de 1996)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">Art. 183. Quando, no curso da execu\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade, sobrevier doen\u00e7a mental ou perturba\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental, o Juiz, de of\u00edcio, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou da autoridade administrativa, poder\u00e1 determinar a substitui\u00e7\u00e3o da pena por medida de seguran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p>Art. 183.\u00a0 Quando, no curso da execu\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade, sobrevier doen\u00e7a mental ou perturba\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental, o Juiz, de of\u00edcio, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, da Defensoria P\u00fablica ou da autoridade administrativa, poder\u00e1 determinar a substitui\u00e7\u00e3o da pena por medida de seguran\u00e7a.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2010\/Lei\/L12313.htm#art2\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.313, de 2010).<\/a><\/p>\n<p>Art. 184. O tratamento ambulatorial poder\u00e1 ser convertido em interna\u00e7\u00e3o se o agente revelar incompatibilidade com a medida.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Nesta hip\u00f3tese, o prazo m\u00ednimo de interna\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de 1 (um) ano.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO II<\/p>\n<p>Do Excesso ou Desvio<\/p>\n<p>Art. 185. Haver\u00e1 excesso ou desvio de execu\u00e7\u00e3o sempre que algum ato for praticado al\u00e9m dos limites fixados na senten\u00e7a, em normas legais ou regulamentares.<\/p>\n<p>Art. 186. Podem suscitar o incidente de excesso ou desvio de execu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>I &#8211; o Minist\u00e9rio P\u00fablico;<\/p>\n<p>II &#8211; o Conselho Penitenci\u00e1rio;<\/p>\n<p>III &#8211; o sentenciado;<\/p>\n<p>IV &#8211; qualquer dos demais \u00f3rg\u00e3os da execu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO III<\/p>\n<p>Da Anistia e do Indulto<\/p>\n<p>Art. 187. Concedida a anistia, o Juiz, de of\u00edcio, a requerimento do interessado ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico, por proposta da autoridade administrativa ou do Conselho Penitenci\u00e1rio, declarar\u00e1 extinta a punibilidade.<\/p>\n<p>Art. 188. O indulto individual poder\u00e1 ser provocado por peti\u00e7\u00e3o do condenado, por iniciativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico, do Conselho Penitenci\u00e1rio, ou da autoridade administrativa.<\/p>\n<p>Art. 189. A peti\u00e7\u00e3o do indulto, acompanhada dos documentos que a instru\u00edrem, ser\u00e1 entregue ao Conselho Penitenci\u00e1rio, para a elabora\u00e7\u00e3o de parecer e posterior encaminhamento ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Art. 190. O Conselho Penitenci\u00e1rio, \u00e0 vista dos autos do processo e do prontu\u00e1rio, promover\u00e1 as dilig\u00eancias que entender necess\u00e1rias e far\u00e1, em relat\u00f3rio, a narra\u00e7\u00e3o do il\u00edcito penal e dos fundamentos da senten\u00e7a condenat\u00f3ria, a exposi\u00e7\u00e3o dos antecedentes do condenado e do procedimento deste depois da pris\u00e3o, emitindo seu parecer sobre o m\u00e9rito do pedido e esclarecendo qualquer formalidade ou circunst\u00e2ncias omitidas na peti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 191. Processada no Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a com documentos e o relat\u00f3rio do Conselho Penitenci\u00e1rio, a peti\u00e7\u00e3o ser\u00e1 submetida a despacho do Presidente da Rep\u00fablica, a quem ser\u00e3o presentes os autos do processo ou a certid\u00e3o de qualquer de suas pe\u00e7as, se ele o determinar.<\/p>\n<p>Art. 192. Concedido o indulto e anexada aos autos c\u00f3pia do decreto, o Juiz declarar\u00e1 extinta a pena ou ajustar\u00e1 a execu\u00e7\u00e3o aos termos do decreto, no caso de comuta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 193. Se o sentenciado for beneficiado por indulto coletivo, o Juiz, de of\u00edcio, a requerimento do interessado, do Minist\u00e9rio P\u00fablico, ou por iniciativa do Conselho Penitenci\u00e1rio ou da autoridade administrativa, providenciar\u00e1 de acordo com o disposto no artigo anterior.<\/p>\n<p>T\u00cdTULO VIII<\/p>\n<p>Do Procedimento Judicial<\/p>\n<p>Art. 194. O procedimento correspondente \u00e0s situa\u00e7\u00f5es previstas nesta Lei ser\u00e1 judicial, desenvolvendo-se perante o Ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 195. O procedimento judicial iniciar-se-\u00e1 de of\u00edcio, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, do interessado, de quem o represente, de seu c\u00f4njuge, parente ou descendente, mediante proposta do Conselho Penitenci\u00e1rio, ou, ainda, da autoridade administrativa.<\/p>\n<p>Art. 196. A portaria ou peti\u00e7\u00e3o ser\u00e1 autuada ouvindo-se, em 3 (tr\u00eas) dias, o condenado e o Minist\u00e9rio P\u00fablico, quando n\u00e3o figurem como requerentes da medida.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba Sendo desnecess\u00e1ria a produ\u00e7\u00e3o de prova, o Juiz decidir\u00e1 de plano, em igual prazo.<\/li>\n<li>2\u00ba Entendendo indispens\u00e1vel a realiza\u00e7\u00e3o de prova pericial ou oral, o Juiz a ordenar\u00e1, decidindo ap\u00f3s a produ\u00e7\u00e3o daquela ou na audi\u00eancia designada.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 197. Das decis\u00f5es proferidas pelo Juiz caber\u00e1 recurso de agravo, sem efeito suspensivo.<\/p>\n<p>T\u00cdTULO IX<\/p>\n<p>Das Disposi\u00e7\u00f5es Finais e Transit\u00f3rias<\/p>\n<p>Art. 198. \u00c9 defesa ao integrante dos \u00f3rg\u00e3os da execu\u00e7\u00e3o penal, e ao servidor, a divulga\u00e7\u00e3o de ocorr\u00eancia que perturbe a seguran\u00e7a e a disciplina dos estabelecimentos, bem como exponha o preso \u00e0 inconveniente notoriedade, durante o cumprimento da pena.<\/p>\n<p>Art. 199. O emprego de algemas ser\u00e1 disciplinado por decreto federal.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2016\/Decreto\/D8858.htm\">(Regulamento)<\/a><\/p>\n<p>Art. 200. O condenado por crime pol\u00edtico n\u00e3o est\u00e1 obrigado ao trabalho.<\/p>\n<p>Art. 201. Na falta de estabelecimento adequado, o cumprimento da pris\u00e3o civil e da pris\u00e3o administrativa se efetivar\u00e1 em se\u00e7\u00e3o especial da Cadeia P\u00fablica.<\/p>\n<p>Art. 202. Cumprida ou extinta a pena, n\u00e3o constar\u00e3o da folha corrida, atestados ou certid\u00f5es fornecidas por autoridade policial ou por auxiliares da Justi\u00e7a, qualquer not\u00edcia ou refer\u00eancia \u00e0 condena\u00e7\u00e3o, salvo para instruir processo pela pr\u00e1tica de nova infra\u00e7\u00e3o penal ou outros casos expressos em lei.<\/p>\n<p>Art. 203. No prazo de 6 (seis) meses, a contar da publica\u00e7\u00e3o desta Lei, ser\u00e3o editadas as normas complementares ou regulamentares, necess\u00e1rias \u00e0 efic\u00e1cia dos dispositivos n\u00e3o auto-aplic\u00e1veis.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba Dentro do mesmo prazo dever\u00e3o as Unidades Federativas, em conv\u00eanio com o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, projetar a adapta\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o e equipamento de estabelecimentos e servi\u00e7os penais previstos nesta Lei.<\/li>\n<li>2\u00ba Tamb\u00e9m, no mesmo prazo, dever\u00e1 ser providenciada a aquisi\u00e7\u00e3o ou desapropria\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios para instala\u00e7\u00e3o de casas de albergados.<\/li>\n<li>3\u00ba O prazo a que se refere o caput deste artigo poder\u00e1 ser ampliado, por ato do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Criminal e Penitenci\u00e1ria, mediante justificada solicita\u00e7\u00e3o, instru\u00edda com os projetos de reforma ou de constru\u00e7\u00e3o de estabelecimentos.<\/li>\n<li>4\u00ba O descumprimento injustificado dos deveres estabelecidos para as Unidades Federativas implicar\u00e1 na suspens\u00e3o de qualquer ajuda financeira a elas destinada pela Uni\u00e3o, para atender \u00e0s despesas de execu\u00e7\u00e3o das penas e medidas de seguran\u00e7a.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 204. Esta Lei entra em vigor concomitantemente com a lei de reforma da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del2848.htm#partegeral\">Parte Geral do C\u00f3digo Penal<\/a>, revogadas as disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio, especialmente a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/1950-1969\/L3274.htm\">Lei n\u00ba 3.274, de 2 de outubro de 1957<\/a>.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Bras\u00edlia, 11 de julho de 1984; 163\u00ba da Independ\u00eancia e 96\u00ba da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">JO\u00c3O FIGUEIREDO<br \/><em>Ibrahim Abi-Ackel<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Este texto n\u00e3o substitui o publicado no DOU de 13.7.1984<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/anexo\/ANL7210.pdf\">Download para anexo (\u00cdndice)<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">*<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":1144,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_front_end_style_editor":"no","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"0","ocean_second_sidebar":"0","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"0","ocean_custom_header_template":"0","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"0","ocean_menu_typo_font_family":"0","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"0","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"off","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-1146","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-legislacao","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1146","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1146"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1146\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1144"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}