{"id":1153,"date":"2020-05-02T12:20:59","date_gmt":"2020-05-02T15:20:59","guid":{"rendered":"http:\/\/joilmamendoncacriminal.web7065.uni5.net\/novosite\/?p=1153"},"modified":"2020-05-02T12:21:03","modified_gmt":"2020-05-02T15:21:03","slug":"resolucao-213-de-15-de-dezembro-de-2015-cnj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/resolucao-213-de-15-de-dezembro-de-2015-cnj\/","title":{"rendered":"RESOLU\u00c7\u00c3O 213, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2015 &#8211; CNJ"},"content":{"rendered":"\n<p>Poder Judici\u00e1rio<br \/>Conselho Nacional de Justi\u00e7a<br \/>RESOLU\u00c7\u00c3O 213, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2015<br \/>Disp\u00f5e sobre a apresenta\u00e7\u00e3o de toda pessoa presa \u00e0<br \/>autoridade judicial no prazo de 24 horas.<br \/>O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTI\u00c7A (CNJ), no uso de<br \/>suas atribui\u00e7\u00f5es legais e regimentais;<br \/>CONSIDERANDO o art. 9\u00ba, item 3, do Pacto Internacional de Direitos Civis e<br \/>Pol\u00edticos das Na\u00e7\u00f5es Unidas, bem como o art. 7\u00ba, item 5, da Conven\u00e7\u00e3o Americana sobre<br \/>Direitos Humanos (Pacto de S\u00e3o Jos\u00e9 da Costa Rica);<br \/>CONSIDERANDO a decis\u00e3o nos autos da Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de<br \/>Preceito Fundamental 347 do Supremo Tribunal Federal, consignando a obrigatoriedade da<br \/>apresenta\u00e7\u00e3o da pessoa presa \u00e0 autoridade judicial competente;<br \/>CONSIDERANDO o que disp\u00f5e a letra \u201ca\u201d do inciso I do art. 96 da Constitui\u00e7\u00e3o<br \/>Federal, que defere aos tribunais a possibilidade de tratarem da compet\u00eancia e do<br \/>funcionamento dos seus servi\u00e7os e \u00f3rg\u00e3os jurisdicionais e administrativos;<br \/>CONSIDERANDO a decis\u00e3o prolatada na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade<br \/>5240 do Supremo Tribunal Federal, declarando a constitucionalidade da disciplina pelos<br \/>Tribunais da apresenta\u00e7\u00e3o da pessoa presa \u00e0 autoridade judicial competente;<br \/>CONSIDERANDO o relat\u00f3rio produzido pelo Subcomit\u00ea de Preven\u00e7\u00e3o \u00e0 Tortura<br \/>da ONU (CAT\/OP\/BRA\/R.1, 2011), pelo Grupo de Trabalho sobre Deten\u00e7\u00e3o Arbitr\u00e1ria da ONU<br \/>(A\/HRC\/27\/48\/Add.3, 2014) e o relat\u00f3rio sobre o uso da pris\u00e3o provis\u00f3ria nas Am\u00e9ricas da<br \/>Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos;<br \/>Poder Judici\u00e1rio<br \/>Conselho Nacional de Justi\u00e7a<br \/>CONSIDERANDO o diagn\u00f3stico de pessoas presas apresentado pelo CNJ e o<br \/>INFOPEN do Departamento Penitenci\u00e1rio Nacional do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a (DEPEN\/MJ),<br \/>publicados, respectivamente, nos anos de 2014 e 2015, revelando o contingente<br \/>desproporcional de pessoas presas provisoriamente;<br \/>CONSIDERANDO que a pris\u00e3o, conforme previs\u00e3o constitucional (CF, art. 5\u00ba,<br \/>LXV, LXVI), \u00e9 medida extrema que se aplica somente nos casos expressos em lei e quando a<br \/>hip\u00f3tese n\u00e3o comportar nenhuma das medidas cautelares alternativas;<br \/>CONSIDERANDO que as inova\u00e7\u00f5es introduzidas no C\u00f3digo de Processo Penal<br \/>pela Lei 12.403, de 4 de maio de 2011, impuseram ao juiz a obriga\u00e7\u00e3o de converter em pris\u00e3o<br \/>preventiva a pris\u00e3o em flagrante delito, somente quando apurada a impossibilidade de<br \/>relaxamento ou concess\u00e3o de liberdade provis\u00f3ria, com ou sem medida cautelar diversa da<br \/>pris\u00e3o;<br \/>CONSIDERANDO que a condu\u00e7\u00e3o imediata da pessoa presa \u00e0 autoridade judicial<br \/>\u00e9 o meio mais eficaz para prevenir e reprimir a pr\u00e1tica de tortura no momento da pris\u00e3o,<br \/>assegurando, portanto, o direito \u00e0 integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica das pessoas submetidas \u00e0<br \/>cust\u00f3dia estatal, previsto no art. 5.2 da Conven\u00e7\u00e3o Americana de Direitos Humanos e no art.<br \/>2.1 da Conven\u00e7\u00e3o Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cru\u00e9is, Desumanos ou<br \/>Degradantes;<br \/>CONSIDERANDO o disposto na Recomenda\u00e7\u00e3o CNJ 49 de 1\u00ba de abril de 2014;<br \/>CONSIDERANDO a decis\u00e3o plen\u00e1ria tomada no julgamento do Ato Normativo<br \/>0005913-65.2015.2.00.0000, na 223\u00aa Sess\u00e3o Ordin\u00e1ria, realizada em 15 de dezembro de 2015;<br \/>Poder Judici\u00e1rio<br \/>Conselho Nacional de Justi\u00e7a<br \/>RESOLVE:<br \/>Art. 1\u00ba Determinar que toda pessoa presa em flagrante delito, independentemente<br \/>da motiva\u00e7\u00e3o ou natureza do ato, seja obrigatoriamente apresentada, em at\u00e9 24 horas da<br \/>comunica\u00e7\u00e3o do flagrante, \u00e0 autoridade judicial competente, e ouvida sobre as circunst\u00e2ncias<br \/>em que se realizou sua pris\u00e3o ou apreens\u00e3o.<br \/>\u00a7 1\u00ba A comunica\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o em flagrante \u00e0 autoridade judicial, que se dar\u00e1 por<br \/>meio do encaminhamento do auto de pris\u00e3o em flagrante, de acordo com as rotinas previstas<br \/>em cada Estado da Federa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o supre a apresenta\u00e7\u00e3o pessoal determinada no caput.<br \/>\u00a7 2\u00ba Entende-se por autoridade judicial competente aquela assim disposta pelas<br \/>leis de organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria locais, ou, salvo omiss\u00e3o, definida por ato normativo do Tribunal<br \/>de Justi\u00e7a ou Tribunal Federal local que instituir as audi\u00eancias de apresenta\u00e7\u00e3o, inclu\u00eddo o juiz<br \/>plantonista.<br \/>\u00a7 3\u00ba No caso de pris\u00e3o em flagrante delito da compet\u00eancia origin\u00e1ria de Tribunal,<br \/>a apresenta\u00e7\u00e3o do preso poder\u00e1 ser feita ao juiz que o Presidente do Tribunal ou Relator<br \/>designar para esse fim.<br \/>\u00a7 4\u00ba Estando a pessoa presa acometida de grave enfermidade, ou havendo<br \/>circunst\u00e2ncia comprovadamente excepcional que a impossibilite de ser apresentada ao juiz no<br \/>prazo do caput, dever\u00e1 ser assegurada a realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia no local em que ela se<br \/>encontre e, nos casos em que o deslocamento se mostre invi\u00e1vel, dever\u00e1 ser providenciada a<br \/>condu\u00e7\u00e3o para a audi\u00eancia de cust\u00f3dia imediatamente ap\u00f3s restabelecida sua condi\u00e7\u00e3o de<br \/>sa\u00fade ou de apresenta\u00e7\u00e3o.<br \/>\u00a7 5\u00ba O CNJ, ouvidos os \u00f3rg\u00e3os jurisdicionais locais, editar\u00e1 ato complementar a<br \/>esta Resolu\u00e7\u00e3o, regulamentando, em car\u00e1ter excepcional, os prazos para apresenta\u00e7\u00e3o \u00e0<br \/>autoridade judicial da pessoa presa em Munic\u00edpios ou sedes regionais a serem especificados,<br \/>em que o juiz competente ou plantonista esteja impossibilitado de cumprir o prazo estabelecido<br \/>no caput.<br \/>Poder Judici\u00e1rio<br \/>Conselho Nacional de Justi\u00e7a<br \/>Art. 2\u00ba O deslocamento da pessoa presa em flagrante delito ao local da audi\u00eancia<br \/>e desse, eventualmente, para alguma unidade prisional espec\u00edfica, no caso de aplica\u00e7\u00e3o da<br \/>pris\u00e3o preventiva, ser\u00e1 de responsabilidade da Secretaria de Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria ou da<br \/>Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica, conforme os regramentos locais.<br \/>Par\u00e1grafo \u00fanico. Os tribunais poder\u00e3o celebrar conv\u00eanios de modo a viabilizar a<br \/>realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia de cust\u00f3dia fora da unidade judici\u00e1ria correspondente.<br \/>Art. 3\u00ba Se, por qualquer motivo, n\u00e3o houver juiz na comarca at\u00e9 o final do prazo<br \/>do art. 1\u00ba, a pessoa presa ser\u00e1 levada imediatamente ao substituto legal, observado, no que<br \/>couber, o \u00a7 5\u00ba do art. 1\u00ba.<br \/>Art. 4\u00ba A audi\u00eancia de cust\u00f3dia ser\u00e1 realizada na presen\u00e7a do Minist\u00e9rio P\u00fablico e<br \/>da Defensoria P\u00fablica, caso a pessoa detida n\u00e3o possua defensor constitu\u00eddo no momento da<br \/>lavratura do flagrante.<br \/>Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00c9 vedada a presen\u00e7a dos agentes policiais respons\u00e1veis pela<br \/>pris\u00e3o ou pela investiga\u00e7\u00e3o durante a audi\u00eancia de cust\u00f3dia.<br \/>Art. 5\u00ba Se a pessoa presa em flagrante delito constituir advogado at\u00e9 o t\u00e9rmino da<br \/>lavratura do auto de pris\u00e3o em flagrante, o Delegado de pol\u00edcia dever\u00e1 notific\u00e1-lo, pelos meios<br \/>mais comuns, tais como correio eletr\u00f4nico, telefone ou mensagem de texto, para que<br \/>compare\u00e7a \u00e0 audi\u00eancia de cust\u00f3dia, consignando nos autos.<br \/>Par\u00e1grafo \u00fanico. N\u00e3o havendo defensor constitu\u00eddo, a pessoa presa ser\u00e1<br \/>atendida pela Defensoria P\u00fablica.<br \/>Art. 6\u00ba Antes da apresenta\u00e7\u00e3o da pessoa presa ao juiz, ser\u00e1 assegurado seu<br \/>atendimento pr\u00e9vio e reservado por advogado por ela constitu\u00eddo ou defensor p\u00fablico, sem a<br \/>presen\u00e7a de agentes policiais, sendo esclarecidos por funcion\u00e1rio credenciado os motivos,<br \/>fundamentos e ritos que versam a audi\u00eancia de cust\u00f3dia.<br \/>Par\u00e1grafo \u00fanico. Ser\u00e1 reservado local apropriado visando a garantia da<br \/>confidencialidade do atendimento pr\u00e9vio com advogado ou defensor p\u00fablico.<br \/>Art. 7\u00ba A apresenta\u00e7\u00e3o da pessoa presa em flagrante delito \u00e0 autoridade judicial<br \/>competente ser\u00e1 obrigatoriamente precedida de cadastro no Sistema de Audi\u00eancia de Cust\u00f3dia<br \/>(SISTAC).<br \/>Poder Judici\u00e1rio<br \/>Conselho Nacional de Justi\u00e7a<br \/>\u00a7 1\u00ba O SISTAC, sistema eletr\u00f4nico de amplitude nacional, disponibilizado pelo<br \/>CNJ, gratuitamente, para todas as unidades judiciais respons\u00e1veis pela realiza\u00e7\u00e3o da<br \/>audi\u00eancia de cust\u00f3dia, \u00e9 destinado a facilitar a coleta dos dados produzidos na audi\u00eancia e que<br \/>decorram da apresenta\u00e7\u00e3o de pessoa presa em flagrante delito a um juiz e tem por objetivos:<br \/>I \u2013 registrar formalmente o fluxo das audi\u00eancias de cust\u00f3dia nos tribunais;<br \/>II \u2013 sistematizar os dados coletados durante a audi\u00eancia de cust\u00f3dia, de forma a<br \/>viabilizar o controle das informa\u00e7\u00f5es produzidas, relativas \u00e0s pris\u00f5es em flagrante, \u00e0s decis\u00f5es<br \/>judiciais e ao ingresso no sistema prisional;<br \/>III \u2013 produzir estat\u00edsticas sobre o n\u00famero de pessoas presas em flagrante delito,<br \/>de pessoas a quem foi concedida liberdade provis\u00f3ria, de medidas cautelares aplicadas com a<br \/>indica\u00e7\u00e3o da respectiva modalidade, de den\u00fancias relativas a tortura e maus tratos, entre<br \/>outras;<br \/>IV \u2013 elaborar ata padronizada da audi\u00eancia de cust\u00f3dia;<br \/>V \u2013 facilitar a consulta a assentamentos anteriores, com o objetivo de permitir a<br \/>atualiza\u00e7\u00e3o do perfil das pessoas presas em flagrante delito a qualquer momento e a<br \/>vincula\u00e7\u00e3o do cadastro de seus dados pessoais a novos atos processuais;<br \/>VI \u2013 permitir o registro de den\u00fancias de torturas e maus tratos, para posterior<br \/>encaminhamento para investiga\u00e7\u00e3o;<br \/>VII \u2013 manter o registro dos encaminhamentos sociais, de car\u00e1ter volunt\u00e1rio,<br \/>recomendados pelo juiz ou indicados pela equipe t\u00e9cnica, bem como os de exame de corpo de<br \/>delito, solicitados pelo juiz;<br \/>VIII \u2013 analisar os efeitos, impactos e resultados da implementa\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia<br \/>de cust\u00f3dia.<br \/>\u00a7 2\u00ba A apresenta\u00e7\u00e3o da pessoa presa em flagrante delito em ju\u00edzo acontecer\u00e1<br \/>ap\u00f3s o protocolo e distribui\u00e7\u00e3o do auto de pris\u00e3o em flagrante e respectiva nota de culpa<br \/>perante a unidade judici\u00e1ria correspondente, dela constando o motivo da pris\u00e3o, o nome do<br \/>condutor e das testemunhas do flagrante, perante a unidade respons\u00e1vel para operacionalizar<br \/>o ato, de acordo com regramentos locais. <br \/>Poder Judici\u00e1rio<br \/>Conselho Nacional de Justi\u00e7a<br \/>\u00a7 3\u00ba O auto de pris\u00e3o em flagrante subsidiar\u00e1 as informa\u00e7\u00f5es a serem registradas<br \/>no SISTAC, conjuntamente com aquelas obtidas a partir do relato do pr\u00f3prio autuado.<br \/>\u00a7 4\u00ba Os dados extra\u00eddos dos relat\u00f3rios mencionados no inciso III do \u00a7 1\u00ba ser\u00e3o<br \/>disponibilizados no s\u00edtio eletr\u00f4nico do CNJ, raz\u00e3o pela qual as autoridades judici\u00e1rias<br \/>respons\u00e1veis devem assegurar a correta e cont\u00ednua alimenta\u00e7\u00e3o do SISTAC.<br \/>Art. 8\u00ba Na audi\u00eancia de cust\u00f3dia, a autoridade judicial entrevistar\u00e1 a pessoa presa<br \/>em flagrante, devendo:<br \/>I \u2013 esclarecer o que \u00e9 a audi\u00eancia de cust\u00f3dia, ressaltando as quest\u00f5es a serem<br \/>analisadas pela autoridade judicial;<br \/>II \u2013 assegurar que a pessoa presa n\u00e3o esteja algemada, salvo em casos de<br \/>resist\u00eancia e de fundado receio de fuga ou de perigo \u00e0 integridade f\u00edsica pr\u00f3pria ou alheia,<br \/>devendo a excepcionalidade ser justificada por escrito;<br \/>III \u2013 dar ci\u00eancia sobre seu direito de permanecer em sil\u00eancio;<br \/>IV \u2013 questionar se lhe foi dada ci\u00eancia e efetiva oportunidade de exerc\u00edcio dos<br \/>direitos constitucionais inerentes \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o, particularmente o direito de consultar-se com<br \/>advogado ou defensor p\u00fablico, o de ser atendido por m\u00e9dico e o de comunicar-se com seus<br \/>familiares;<br \/>V \u2013 indagar sobre as circunst\u00e2ncias de sua pris\u00e3o ou apreens\u00e3o;<br \/>VI \u2013 perguntar sobre o tratamento recebido em todos os locais por onde passou<br \/>antes da apresenta\u00e7\u00e3o \u00e0 audi\u00eancia, questionando sobre a ocorr\u00eancia de tortura e maus tratos e<br \/>adotando as provid\u00eancias cab\u00edveis;<br \/>VII \u2013 verificar se houve a realiza\u00e7\u00e3o de exame de corpo de delito, determinando<br \/>sua realiza\u00e7\u00e3o nos casos em que:<br \/>a) n\u00e3o tiver sido realizado;<br \/>b) os registros se mostrarem insuficientes;<br \/>c) a alega\u00e7\u00e3o de tortura e maus tratos referir-se a momento posterior ao exame<br \/>realizado;<br \/>d) o exame tiver sido realizado na presen\u00e7a de agente policial, observando-se a<br \/>Recomenda\u00e7\u00e3o CNJ 49\/2014 quanto \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de quesitos ao perito;<br \/>Poder Judici\u00e1rio<br \/>Conselho Nacional de Justi\u00e7a<br \/>VIII \u2013 abster-se de formular perguntas com finalidade de produzir prova para a<br \/>investiga\u00e7\u00e3o ou a\u00e7\u00e3o penal relativas aos fatos objeto do auto de pris\u00e3o em flagrante;<br \/>IX \u2013 adotar as provid\u00eancias a seu cargo para sanar poss\u00edveis irregularidades;<br \/>X \u2013 averiguar, por perguntas e visualmente, hip\u00f3teses de gravidez, exist\u00eancia de<br \/>filhos ou dependentes sob cuidados da pessoa presa em flagrante delito, hist\u00f3rico de doen\u00e7a<br \/>grave, inclu\u00eddos os transtornos mentais e a depend\u00eancia qu\u00edmica, para analisar o cabimento de<br \/>encaminhamento assistencial e da concess\u00e3o da liberdade provis\u00f3ria, sem ou com a imposi\u00e7\u00e3o<br \/>de medida cautelar.<br \/>\u00a7 1\u00ba Ap\u00f3s a oitiva da pessoa presa em flagrante delito, o juiz deferir\u00e1 ao Minist\u00e9rio<br \/>P\u00fablico e \u00e0 defesa t\u00e9cnica, nesta ordem, reperguntas compat\u00edveis com a natureza do ato,<br \/>devendo indeferir as perguntas relativas ao m\u00e9rito dos fatos que possam constituir eventual<br \/>imputa\u00e7\u00e3o, permitindo-lhes, em seguida, requerer:<br \/>I \u2013 o relaxamento da pris\u00e3o em flagrante;<br \/>II \u2013 a concess\u00e3o da liberdade provis\u00f3ria sem ou com aplica\u00e7\u00e3o de medida<br \/>cautelar diversa da pris\u00e3o;<br \/>III \u2013 a decreta\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o preventiva;<br \/>IV \u2013 a ado\u00e7\u00e3o de outras medidas necess\u00e1rias \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de direitos da<br \/>pessoa presa.<br \/>\u00a7 2\u00ba A oitiva da pessoa presa ser\u00e1 registrada, preferencialmente, em m\u00eddia,<br \/>dispensando-se a formaliza\u00e7\u00e3o de termo de manifesta\u00e7\u00e3o da pessoa presa ou do conte\u00fado das<br \/>postula\u00e7\u00f5es das partes, e ficar\u00e1 arquivada na unidade respons\u00e1vel pela audi\u00eancia de cust\u00f3dia.<br \/>\u00a7 3\u00ba A ata da audi\u00eancia conter\u00e1, apenas e resumidamente, a delibera\u00e7\u00e3o<br \/>fundamentada do magistrado quanto \u00e0 legalidade e manuten\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o, cabimento de<br \/>liberdade provis\u00f3ria sem ou com a imposi\u00e7\u00e3o de medidas cautelares diversas da pris\u00e3o,<br \/>considerando-se o pedido de cada parte, como tamb\u00e9m as provid\u00eancias tomadas, em caso da<br \/>constata\u00e7\u00e3o de ind\u00edcios de tortura e maus tratos.<br \/>\u00a7 4\u00ba Conclu\u00edda a audi\u00eancia de cust\u00f3dia, c\u00f3pia da sua ata ser\u00e1 entregue \u00e0 pessoa<br \/>presa em flagrante delito, ao Defensor e ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, tomando-se a ci\u00eancia de todos, <br \/>Poder Judici\u00e1rio<br \/>Conselho Nacional de Justi\u00e7a<br \/>e apenas o auto de pris\u00e3o em flagrante, com antecedentes e c\u00f3pia da ata, seguir\u00e1 para livre<br \/>distribui\u00e7\u00e3o.<br \/>\u00a7 5\u00ba Proferida a decis\u00e3o que resultar no relaxamento da pris\u00e3o em flagrante, na<br \/>concess\u00e3o da liberdade provis\u00f3ria sem ou com a imposi\u00e7\u00e3o de medida cautelar alternativa \u00e0<br \/>pris\u00e3o, ou quando determinado o imediato arquivamento do inqu\u00e9rito, a pessoa presa em<br \/>flagrante delito ser\u00e1 prontamente colocada em liberdade, mediante a expedi\u00e7\u00e3o de alvar\u00e1 de<br \/>soltura, e ser\u00e1 informada sobre seus direitos e obriga\u00e7\u00f5es, salvo se por outro motivo tenha que<br \/>continuar presa.<br \/>Art. 9\u00ba A aplica\u00e7\u00e3o de medidas cautelares diversas da pris\u00e3o previstas no art. 319<br \/>do CPP dever\u00e1 compreender a avalia\u00e7\u00e3o da real adequa\u00e7\u00e3o e necessidade das medidas, com<br \/>estipula\u00e7\u00e3o de prazos para seu cumprimento e para a reavalia\u00e7\u00e3o de sua manuten\u00e7\u00e3o,<br \/>observando-se o Protocolo I desta Resolu\u00e7\u00e3o.<br \/>\u00a7 1\u00ba O acompanhamento das medidas cautelares diversas da pris\u00e3o<br \/>determinadas judicialmente ficar\u00e1 a cargo dos servi\u00e7os de acompanhamento de alternativas<br \/>penais, denominados Centrais Integradas de Alternativas Penais, estruturados<br \/>preferencialmente no \u00e2mbito do Poder Executivo estadual, contando com equipes<br \/>multidisciplinares, respons\u00e1veis, ainda, pela realiza\u00e7\u00e3o dos encaminhamentos necess\u00e1rios \u00e0<br \/>Rede de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) e \u00e0 rede de assist\u00eancia social do<br \/>Sistema \u00danico de Assist\u00eancia Social (SUAS), bem como a outras pol\u00edticas e programas<br \/>ofertados pelo Poder P\u00fablico, sendo os resultados do atendimento e do acompanhamento<br \/>comunicados regularmente ao ju\u00edzo ao qual for distribu\u00eddo o auto de pris\u00e3o em flagrante ap\u00f3s a<br \/>realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia de cust\u00f3dia.<br \/>\u00a7 2\u00ba Identificadas demandas abrangidas por pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o ou de inclus\u00e3o<br \/>social implementadas pelo Poder P\u00fablico, caber\u00e1 ao juiz encaminhar a pessoa presa em<br \/>flagrante delito ao servi\u00e7o de acompanhamento de alternativas penais, ao qual cabe a<br \/>articula\u00e7\u00e3o com a rede de prote\u00e7\u00e3o social e a identifica\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas e dos programas<br \/>adequados a cada caso ou, nas Comarcas em que inexistirem servi\u00e7os de acompanhamento<br \/>de alternativas penais, indicar o encaminhamento direto \u00e0s pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o ou inclus\u00e3o <br \/>Poder Judici\u00e1rio<br \/>Conselho Nacional de Justi\u00e7a<br \/>social existentes, sensibilizando a pessoa presa em flagrante delito para o comparecimento de<br \/>forma n\u00e3o obrigat\u00f3ria.<br \/>\u00a7 3\u00b0 O juiz deve buscar garantir \u00e0s pessoas presas em flagrante delito o direito \u00e0<br \/>aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e psicossocial eventualmente necess\u00e1ria, resguardada a natureza volunt\u00e1ria<br \/>desses servi\u00e7os, a partir do encaminhamento ao servi\u00e7o de acompanhamento de alternativas<br \/>penais, n\u00e3o sendo cab\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o de medidas cautelares para tratamento ou interna\u00e7\u00e3o<br \/>compuls\u00f3ria de pessoas autuadas em flagrante que apresentem quadro de transtorno mental<br \/>ou de depend\u00eancia qu\u00edmica, em desconformidade com o previsto no art. 4\u00ba da Lei 10.216, de 6<br \/>de abril de 2001, e no art. 319, inciso VII, do CPP.<br \/>Art. 10. A aplica\u00e7\u00e3o da medida cautelar diversa da pris\u00e3o prevista no art. 319,<br \/>inciso IX, do C\u00f3digo de Processo Penal, ser\u00e1 excepcional e determinada apenas quando<br \/>demonstrada a impossibilidade de concess\u00e3o da liberdade provis\u00f3ria sem cautelar ou de<br \/>aplica\u00e7\u00e3o de outra medida cautelar menos gravosa, sujeitando-se \u00e0 reavalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica<br \/>quanto \u00e0 necessidade e adequa\u00e7\u00e3o de sua manuten\u00e7\u00e3o, sendo destinada exclusivamente a<br \/>pessoas presas em flagrante delito por crimes dolosos pun\u00edveis com pena privativa de<br \/>liberdade m\u00e1xima superior a 4 (quatro) anos ou condenadas por outro crime doloso, em<br \/>senten\u00e7a transitada em julgado, ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 64 do C\u00f3digo<br \/>Penal, bem como pessoas em cumprimento de medidas protetivas de urg\u00eancia acusadas por<br \/>crimes que envolvam viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, crian\u00e7a, adolescente,<br \/>idoso, enfermo ou pessoa com defici\u00eancia, quando n\u00e3o couber outra medida menos gravosa.<br \/>Par\u00e1grafo \u00fanico. Por abranger dados que pressup\u00f5em sigilo, a utiliza\u00e7\u00e3o de<br \/>informa\u00e7\u00f5es coletadas durante a monitora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica de pessoas depender\u00e1 de autoriza\u00e7\u00e3o<br \/>judicial, em aten\u00e7\u00e3o ao art. 5\u00b0, XII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<br \/>Art. 11. Havendo declara\u00e7\u00e3o da pessoa presa em flagrante delito de que foi<br \/>v\u00edtima de tortura e maus tratos ou entendimento da autoridade judicial de que h\u00e1 ind\u00edcios da<br \/>pr\u00e1tica de tortura, ser\u00e1 determinado o registro das informa\u00e7\u00f5es, adotadas as provid\u00eancias<br \/>cab\u00edveis para a investiga\u00e7\u00e3o da den\u00fancia e preserva\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a f\u00edsica e psicol\u00f3gica da<br \/>v\u00edtima, que ser\u00e1 encaminhada para atendimento m\u00e9dico e psicossocial especializado.<br \/>Poder Judici\u00e1rio<br \/>Conselho Nacional de Justi\u00e7a<br \/>\u00a7 1\u00ba Com o objetivo de assegurar o efetivo combate \u00e0 tortura e maus tratos, a<br \/>autoridade jur\u00eddica e funcion\u00e1rios dever\u00e3o observar o Protocolo II desta Resolu\u00e7\u00e3o com vistas<br \/>a garantir condi\u00e7\u00f5es adequadas para a oitiva e coleta id\u00f4nea de depoimento das pessoas<br \/>presas em flagrante delito na audi\u00eancia de cust\u00f3dia, a ado\u00e7\u00e3o de procedimentos durante o<br \/>depoimento que permitam a apura\u00e7\u00e3o de ind\u00edcios de pr\u00e1ticas de tortura e de provid\u00eancias<br \/>cab\u00edveis em caso de identifica\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de tortura.<br \/>\u00a7 2\u00ba O funcion\u00e1rio respons\u00e1vel pela coleta de dados da pessoa presa em<br \/>flagrante delito deve cuidar para que sejam coletadas as seguintes informa\u00e7\u00f5es, respeitando a<br \/>vontade da v\u00edtima:<br \/>I \u2013 identifica\u00e7\u00e3o dos agressores, indicando sua institui\u00e7\u00e3o e sua unidade de<br \/>atua\u00e7\u00e3o;<br \/>II \u2013 locais, datas e hor\u00e1rios aproximados dos fatos;<br \/>III \u2013 descri\u00e7\u00e3o dos fatos, inclusive dos m\u00e9todos adotados pelo agressor e a<br \/>indica\u00e7\u00e3o das les\u00f5es sofridas;<br \/>IV \u2013 identifica\u00e7\u00e3o de testemunhas que possam colaborar para a averigua\u00e7\u00e3o dos<br \/>fatos;<br \/>V \u2013 verifica\u00e7\u00e3o de registros das les\u00f5es sofridas pela v\u00edtima;<br \/>VI \u2013 exist\u00eancia de registro que indique pr\u00e1tica de tortura ou maus tratos no laudo<br \/>elaborado pelos peritos do Instituto M\u00e9dico Legal;<br \/>VII \u2013 registro dos encaminhamentos dados pela autoridade judicial para requisitar<br \/>investiga\u00e7\u00e3o dos relatos;<br \/>VIII \u2013 registro da aplica\u00e7\u00e3o de medida protetiva ao autuado pela autoridade<br \/>judicial, caso a natureza ou gravidade dos fatos relatados coloque em risco a vida ou a<br \/>seguran\u00e7a da pessoa presa em flagrante delito, de seus familiares ou de testemunhas.<br \/>\u00a7 3\u00ba Os registros das les\u00f5es poder\u00e3o ser feitos em modo fotogr\u00e1fico ou<br \/>audiovisual, respeitando a intimidade e consignando o consentimento da v\u00edtima.<br \/>\u00a7 4\u00ba Averiguada pela autoridade judicial a necessidade da imposi\u00e7\u00e3o de alguma<br \/>medida de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa presa em flagrante delito, em raz\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o ou den\u00fancia<br \/>da pr\u00e1tica de tortura e maus tratos, ser\u00e1 assegurada, primordialmente, a integridade pessoal do <br \/>Poder Judici\u00e1rio<br \/>Conselho Nacional de Justi\u00e7a<br \/>denunciante, das testemunhas, do funcion\u00e1rio que constatou a ocorr\u00eancia da pr\u00e1tica abusiva e<br \/>de seus familiares, e, se pertinente, o sigilo das informa\u00e7\u00f5es.<br \/>\u00a7 5\u00ba Os encaminhamentos dados pela autoridade judicial e as informa\u00e7\u00f5es deles<br \/>resultantes dever\u00e3o ser comunicadas ao juiz respons\u00e1vel pela instru\u00e7\u00e3o do processo.<br \/>Art. 12. O termo da audi\u00eancia de cust\u00f3dia ser\u00e1 apensado ao inqu\u00e9rito ou \u00e0 a\u00e7\u00e3o<br \/>penal.<br \/>Art. 13. A apresenta\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade judicial no prazo de 24 horas tamb\u00e9m ser\u00e1<br \/>assegurada \u00e0s pessoas presas em decorr\u00eancia de cumprimento de mandados de pris\u00e3o<br \/>cautelar ou definitiva, aplicando-se, no que couber, os procedimentos previstos nesta<br \/>Resolu\u00e7\u00e3o.<br \/>Par\u00e1grafo \u00fanico. Todos os mandados de pris\u00e3o dever\u00e3o conter, expressamente,<br \/>a determina\u00e7\u00e3o para que, no momento de seu cumprimento, a pessoa presa seja<br \/>imediatamente apresentada \u00e0 autoridade judicial que determinou a expedi\u00e7\u00e3o da ordem de<br \/>cust\u00f3dia ou, nos casos em que forem cumpridos fora da jurisdi\u00e7\u00e3o do juiz processante, \u00e0<br \/>autoridade judicial competente, conforme lei de organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria local.<br \/>Art. 14. Os tribunais expedir\u00e3o os atos necess\u00e1rios e auxiliar\u00e3o os ju\u00edzes no<br \/>cumprimento desta Resolu\u00e7\u00e3o, em considera\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade local, podendo realizar os<br \/>conv\u00eanios e gest\u00f5es necess\u00e1rias ao seu pleno cumprimento.<br \/>Art. 15. Os Tribunais de Justi\u00e7a e os Tribunais Regionais Federais ter\u00e3o o prazo<br \/>de 90 dias, contados a partir da entrada em vigor desta Resolu\u00e7\u00e3o, para implantar a audi\u00eancia<br \/>de cust\u00f3dia no \u00e2mbito de suas respectivas jurisdi\u00e7\u00f5es.<br \/>Par\u00e1grafo \u00fanico. No mesmo prazo ser\u00e1 assegurado, \u00e0s pessoas presas em<br \/>flagrante antes da implanta\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia de cust\u00f3dia que n\u00e3o tenham sido apresentadas<br \/>em outra audi\u00eancia no curso do processo de conhecimento, a apresenta\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade<br \/>judicial, nos termos desta Resolu\u00e7\u00e3o.<br \/>Art. 16. O acompanhamento do cumprimento da presente Resolu\u00e7\u00e3o contar\u00e1<br \/>com o apoio t\u00e9cnico do Departamento de Monitoramento e Fiscaliza\u00e7\u00e3o do Sistema Carcer\u00e1rio<br \/>e Execu\u00e7\u00e3o das Medidas Socioeducativas.<br \/>Poder Judici\u00e1rio<br \/>Conselho Nacional de Justi\u00e7a<br \/>Art. 17. Esta Resolu\u00e7\u00e3o entra em vigor a partir de 1\u00ba de fevereiro de 2016.<br \/>Ministro Ricardo Lewandowski<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":1101,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_front_end_style_editor":"no","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"0","ocean_second_sidebar":"0","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"0","ocean_custom_header_template":"0","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"0","ocean_menu_typo_font_family":"0","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"0","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"off","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-1153","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-legislacao","entry","has-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1153","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1153"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1153\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1101"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1153"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1153"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joilmamendoncacriminal.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1153"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}